Descrição de chapéu Obituário Frank Ogatta (1929 - 2019)

Mortes: Dedicou o amor à profissão através do trabalho social

Frank Ogatta realizou cerca de 440 mil atendimentos médicos gratuitos em mais de 300 cidades paranaenses

Patrícia Pasquini
São Paulo

Antigamente, era comum os médicos deixarem seus consultórios para atendimento domiciliar. Foi assim que o ginecologista e obstetra Frank Ogatta marcou o seu amor pela medicina e pelos seus pacientes.

Quando a vestimenta do médico entrava no merecido descanso, era o tango que o encantava. Apesar de oriental, tinha adoração pelo estilo de dança. O futebol e a pescaria também faziam parte dos momentos de lazer. 

Quando muitas famílias de ascendência oriental enviavam os filhos para trabalhar na lavoura, a de Ogatta o incentivou a estudar.

Frank Ogatta
Frank Ogatta - Arquivo pessoal

Ogatta nasceu em Paraguaçu Paulista (466 km de SP). Depois, mudou-se para Presidente Prudente (558 km de SP ) e de lá foi cursar medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Formou-se em 1955.

Dois anos depois, fixou residência em Uraí, no interior do Paraná. Como a cidade tinha muitos orientais, era necessário um médico que falasse japonês. Em 1962, foi para Londrina.

O voluntariado marcou sua carreira. Por meio de um órgão do governo japonês, Ogatta realizou cerca de 440 mil atendimentos médicos gratuitos em mais de 300 cidades paranaenses. 

Um dos filhos, o cirurgião plástico Evaldo Ogatta, 58, conta que ele recebeu as principais condecorações conferidas a médicos, como por exemplo, a Medalha de Lucas, em reconhecimento ao seu trabalho médico-social por 17 anos, em atenção à saúde de idosos da colônia japonesa. 

Frank Ogatta morreu dia 10 de outubro, aos 90 anos, de parada cardíaca. O médico deixa a esposa, quatro filhos e 11 netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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