Descrição de chapéu Obituário Marcos de Oliveira Coelho de Souza (1963 - 2019)

Mortes: Fotógrafo, encontrou sua expressão na luz

Ao longo da carreira em fotojornalismo, Marcos de Oliveira Coelho de Souza passou por vários veículos de comunicação

Patrícia Pasquini
São Paulo

O olhar autêntico para as cenas do cotidiano acompanhava sua predileção pela expressão natural da arte, sem a ajuda da tecnologia.

O fotógrafo Marcos de Oliveira Coelho de Souza, conhecido como Kiko Coelho, resistia à era digital por uma questão de qualidade.

Segundo um dos irmãos, o sociólogo Gustavo de Oliveira Coelho de Souza, 59, o pai ajudou a lapidar o dom que nasceu com Kiko.

Kiko Coelho
Kiko Coelho - Arquivo pessoal

“Nosso pai sempre gostou de fotografia. Ele tinha uma coleção de slides que eram exibidos aos filhos”, conta.

Paulistano, Kiko era exigente. Entrou na faculdade de jornalismo, mas não terminou o curso. Mas a formação incompleta não o impediu de brilhar. 

Ele encontrou na fotografia uma saída para a profissão. Ao longo da carreira em fotojornalismo, passou por vários veículos de comunicação. Mais recentemente, trabalhou como fotógrafo freelancer, mas em outro ramo.

O dono do olhar genial de quem contava histórias era introspectivo. Nos momentos com a família e os amigos, o retrato era diferente: um Kiko brincalhão e extrovertido.

Sua imagem também vibrava, com o amor que sentia pela família –em especial pelos sobrinhos– e pelos animais. 

O Palmeiras tinha um espaço reservado em seu coração. Kiko foi enterrado com a camisa do time predileto.

“A fotografia era a forma dele se expressar e revelar um mundo interno que nem a família conhecia por completo, sobretudo quando retratava eventos trágicos no fotojornalismo. Ele se expressou na luz”, diz Souza.

Marcos de Oliveira Coelho de Souza morreu dia 20 de outubro, aos 55 anos, de AVC. Solteiro, deixa os pais, três irmãos e cinco sobrinhos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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