Descrição de chapéu Obituário Euro Tourinho (1922 - 2019)

Mortes: Mais antigo jornalista da Amazônia, trabalhou por 63 anos

Euro Tourinho chegou a entrevistar Juscelino Kubitschek, enquanto presidente

São Paulo

Pés no chão, um caderno azul e uma caneta marcaram a simplicidade com a qual o jornalista Euro Tourinho contou suas histórias ao longo de mais de 63 anos de jornalismo.

As balas e o largo sorriso distribuídos aos repórteres vão fazer falta aos colegas.

Amigo há 42 anos, o jornalista Montezuma Cruz, 66, o considerava o paizão do qual o jornalismo precisava.

“Enquanto chefe, nunca alterou sua voz, corrigia os textos dos repórteres pacientemente e dava conselhos como ninguém”, afirma.

Euro Tourinho (1922-2019)
Euro Tourinho (1922-2019) - Arquivo pessoal

Problemas respiratórios tiraram Euro Tourinho da pauta da vida no dia 25 de novembro, aos 97 anos. Ele era o mais antigo jornalista da Amazônia.

Nascido em Corumbá (MS), comprou e dirigiu por décadas o jornal Alto Madeira, cuja circulação foi interrompida em outubro de 2017.

O veículo noticiou fatos importantes da história, como a construção da BR-29 (mais tarde BR-364). Na época, entrevistou o presidente Juscelino Kubitschek. Ético, não publicava nada sem ouvir os dois lados da notícia.

Além do legado no jornalismo, Tourinho deixou sua marca com seu compromisso com causas nobres e com a solidariedade.

Uma das netas, a juíza Euma Tourinho, 48, conta que o jornalismo era a vida dele. 
“Meu avô deixou como legado o amor que cultivou pela vida e pelas pessoas. Gostava de olhar nos olhos e estreitar laços, e transmitia o fluido vital do gosto pela vida. Ele ainda dirigia o próprio carro e fazia exercícios físicos diariamente”, relata.

Viúvo, Euro Tourinho deixa seis filhos, 27 netos, 24 bisnetos e um tataraneto.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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