Descrição de chapéu Obituário Emanoel Cândido do Amaral (1951 - 2019)

Mortes: Multiartista, uniu a crítica à arte de produzir charges

Emanoel Amaral era autodidata e desenvolveu trabalhos como chargista e caricaturista, entre outros

São Paulo

O Super Cupim e seu fiel escudeiro Pulguinha moravam na mente brilhante de Emanoel Amaral desde seus 14 anos, mas nunca ganharam vida na arte que desempenhou lindamente ao longo da vida. Era um sonho criar uma revista em quadrinhos com os personagens, mas não houve tempo.

Autodidata, Emanoel era artista visual. Desenvolveu trabalhos como, chargista, caricaturista, quadrinista, professor de desenho e mamulengueiro (mestre de teatro de bonecos).

Emanoel Cândido do Amaral (1951-2019)
Emanoel Cândido do Amaral (1951-2019) - Arquivo pessoal

Na década de 70, quando começou a criar charges para os jornais de Natal, implantou o Grupo de Pesquisas e Estudos de Histórias em Quadrinhos. Emanoel foi um dos pioneiros da arte no Rio Grande do Norte, segundo a filha, a arte-educadora Luciana Maria Xavier do Amaral, 43, que acompanhava 
o pai no teatro de bonecos.

Da sua obra também fazem parte algumas publicações, entre elas os livros “Guerreiros das Dunas”, sobre os índios potiguaras, em parceria com o desenhista Gilvan Lira, e “Já Era Collor”, feito com Edmar Viana, Cláudio Oliveira e Ivan Cabral.

Genial não só nas histórias que criou e ilustrou, traçou o seu destino de forma a transformar a própria vida na arte de multiplicar bons exemplos. O pai amigo, gentil, companheiro e generoso estava sempre presente. 

“Meu pai gostava de ficar perto da família e dos amigos, de confraternizar. Queria conversar. Ele era uma enciclopédia ambulante, porque sabia falar sobre qualquer assunto”, diz Luciana.

Emanoel Cândido do Amaral nasceu e viveu em Natal. Ele morreu dia 18 de dezembro, aos 67 anos, de câncer no fígado. Deixa esposa, três filhos, dois netos e um bisneto.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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