Descrição de chapéu Obituário Aloysio Carneiro Dias (1938 - 2020)

Mortes: Apaixonado pela família, música clássica e pela igreja

Seu Liliu, como era conhecido, cultivava o hábito de tocar os sinos da Igreja do Carmo

São Paulo

Aqueles que passaram rotineiramente pela avenida Rangel Pestana, na Sé (SP), em algum momento nos últimos 30 anos certamente terão ouvido tocar os sinos da igreja de Nossa Senhora do Carmo. Não seria exagero dizer que ouviram os sinos tocados por Aloysio Carneiro Dias, que morreu no último dia 28. 

A Igreja do Carmo, como é mais conhecida, era uma das paixões do químico industrial e engenheiro aposentado —também graduado em letras. Dias foi seminarista e pretendia ser padre, mas seguiu outros rumos, conservando, porém, a religiosidade e o hábito de tocar os sinos aos domingos.

Aloysio Carneiro Dias (1938 - 2019)
Aloysio Carneiro Dias (1938 - 2019) - Arquivo pessoal

Católico, construiu uma vida em torno da igreja, apesar de não ter feito carreira nela. Sua paixão pela Igreja do Carmo se soma ao amor pela música clássica e se completa com a vida em família. 

Nascido em Varginha (MG), seu Liliu, como era conhecido, começou a trabalhar cedo para aliviar as contas da família.

Aos dezoito anos, deixou Minas Gerais rumo a São Paulo, onde conheceu o amor. Casou-se com Dayse Maria Ferreira Dias. Foram 55 anos de companheirismo. 

Aloysio Dias teve três filhos, Denise, Mônica e Marcelo. “Era amoroso, amigo e companheiro para todas as horas”, diz Mônica. 

A filha do meio herdou de Dias o amor pela música. Tocava órgão na Igreja do Carmo. Quando não estava assistindo à filha tocar, Dias ia ao teatro em busca de concertos. “Ele amava música clássica, não saia do Teatro Municipal e do Teatro São Pedro”, conta.

Todos os anos, Mônica presenteava o pai com a assinatura da revista Concerto. Todo mês, quando a nova edição chegava, o aposentado já se punha a planejar quais espetáculos assistiria. 

“Meu pai estava sempre na primeira fila para me ver tocar, me aplaudindo e me incentivando”, afirma Mônica.

Aloysio Carneiro Dias deixa três filhos, quatro netos e um bisneto

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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