Descrição de chapéu Alalaô

Festival de jazz no interior de PE acolhe quem não aguenta Carnaval

Evento com atrações internacionais atrai mais de dez mil pessoas por noite

Recife

Na terra do frevo e do maracatu, um festival de jazz atrai mais de 40 mil pessoas durante os quatro dias de Carnaval.

O refúgio é a cidade de Gravatá, distante 86 km do Recife, conhecida por temperaturas amenas à noite. Na sua 13ª edição, a 5ª em Gravatá, o evento traz nomes do jazz nacional e internacional, a exemplo da conhecida cantora norte-americana J.J. Thames. No último dia, uma “street jazz band” faz um cortejo pelas ruas da cidade.

O baterista Giovanni Papaleo, idealizador do festival, explica que resolveu fazer o projeto durante o Carnaval com o objetivo de oferecer uma opção para as pessoas que não querem cair na folia.

Banda de jazz com guitarrista, baixista, duas vocalistas e baterista toca em palco iluminado
Refúgio para quem não gosta do Carnaval, o Gravatá Jazz Festival, no interior de Pernambuco, atrai 10 mil pessoas por noite durante os quatro dias de folia - Anderson Souza/Divulgação

“Para isso, nada melhor do que música de qualidade, como jazz, blues, bossa nova e nossos ritmos regionais”, diz.

A advogada Patrícia Rebello, 53, vai pelo segundo ano consecutivo ao festival. “Eu convidei duas primas do Rio de Janeiro. Engraçado que elas não querem nem saber de Olinda. Vou pegá-las no aeroporto e ir direto para Gravatá escutar jazz e relaxar durante quatro dias”, conta.

A expectativa é de que o Gravatá Jazz Festival gere uma ocupação de 100% na rede hoteleira do município. Há também um aumento significativo do movimento do comércio local, principalmente de bares e restaurantes.

“Eu já dei minha cota para o Carnaval. Não aguento o sol, a multidão empurrando e a cerveja quente. Virei um velho chato aos 55 anos? Pode ser, mas prefiro escutar uma boa música e curtir o friozinho à noite do que ficar perambulando atrás de orquestra de frevo em Olinda”, brinca o empresário Alberto Soares Lucena.

O formato do festival segue a mesma lógica dos anos anteriores: atrações locais dividem o palco com músicos de destaque nacional e internacional, em shows separados, mas que, ao longo da noite, dão ao público a sensação de estar na plateia de uma grande  “jam session”.

“Nossa ideia sempre foi realizar um intercâmbio entre os músicos. Essa mistura contagia a plateia e foi o que tornou o festival um dos mais prestigiados do Brasil”, explica Giovanni Papaleo.

Para edição 2020, foram confirmados, além da cantora JJ. Thames, o guitarrista Mark Lambert, a banda Serial Funkers, Tony Gordon,  Arthur Philipe, Dom Angelo Mongiovi, Liv Moraes, Di Stéffano, Bruno Marques, Allycats, Victor Bertrami, Uptown Blues Band, entre outros.Há também convidados especiais como Breezy Rodio e Lorenzo Thompson.

Todos os shows são gratuitos e ocorrem de 22 a 25 de fevereiro no pátio de eventos Chucre Mussa Zarzar, no centro da cidade.

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