Grupo de educadores e pais se mobiliza para arrecadar doações para atingidos por chuva em SP

Mais de mil refeições foram distribuídas nesta segunda (10) nas favelas da Linha e do Nove, na zona oeste da capital

São Paulo

Um grupo de professores, educadores e pais de alunos se mobiliza para arrecadar doações para famílias que vivem nas favelas da Linha e do Nove, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), afetadas pela forte chuva que atingiu o estado

Quem lidera a campanha é o Instituto Acaia, que administra o Atelieescola Acaia, instituição com 350 alunos até o 6° ano, sendo que em torno de 70% deles são das duas favelas da capital e não pagam mensalidade. Também oferecem curso técnico para jovens de 15 a 22 anos. 

Fundadora e diretora do instituto, a artista plástica Elisa Bracher conta que, em meio à chuva, começaram a receber muitos vídeos de pais de alunos que vivem nas comunidades mostrando os alagamentos para justificar a ausência às aulas (o instituto monitora de perto a frequência dos estudantes). 

Teve início uma onda de solidariedade: as aulas foram suspensas e os não atingidos se mobilizaram para arrecadar comida e água (os moradores estão sem água, diz a artista plástica).

Grupo se mobiliza para levar doações para atingidos por chuva em SP
Grupo se mobiliza para levar doações para atingidos por chuva em SP - Divulgação

A campanha emergencial, que teve início nesta segunda (10), pede água, pão, chocolate, colchonete e cobertor para os afetados. “Os mais altos e fortes desceram até a favela com os alimentos e água e entregaram até onde conseguiram”, conta Bracher. 

Professores, pais de alunos e estudantes do curso técnico estavam entre os voluntários. Foram distribuídas mais de mil refeições nesta segunda, diz a artista plástica. 

A chef de cozinha Bel Coelho é uma das engajadas na iniciativa. Seus dois filhos, de 6 e 3 anos, estudam no Atelieescola Acaia desde 2019.

"Colaborar com doações é colaborar para a reconstrução das casas, invadidas e destruídas pelos alagamentos", diz Coelho. 

As doações podem ser feitas no Instituto Acaia, na r. Dr. Avelino Chaves, 80, na Vila Leopoldina ou por meio de depósito bancário. 

Além da campanha de doação, o instituto planeja uma orientação para os mais de 5.000 moradores da comunidade a respeito de cuidados com a saúde após o contato com a água suja e uma ação de limpeza  e recuperação da favela. As estratégias de atuação serão delineadas nesta terça (11). 

Além da escola, se relacionam com moradores das comunidades por meio de dois espaços voltados para a assistência jurídica, educacional e de saúde a famílias em situações de vulnerabilidade. “Funcionamos como um ponto de encontro entre eles e o poder público”, diz Bracher.

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