Super-heróis, 'lucha libre' e Elefante fazem a festa no domingo em Olinda

Carnaval divertido e heterogêneo marca domingo na cidade histórica pernambucana

Wilfred Gadêlha
Recife

Para quem for ao frenético Sítio Histórico de Olinda neste domingo (23) de Carnaval, as opções são diversas. A começar pelo Mucha Lucha, uma espécie de bloco que não tem percurso: mascarados, de capa e com roupas coloridas coladas nos abdômens avantajados, eles trocam golpes fake entre si e com quem se aventurar a adentrar o ringue montado em pleno Alto da Sé, no Sítio Histórico de Olinda, a partir das 9h deste domingo (23).

O grupo Mucha Lucha arma um ringue na saída do bloco Enquanto isso na Sala de Justiça e provocam uma luta entre super-hérois, no Alto da Sé em Olinda
O grupo Mucha Lucha arma um ringue na saída do bloco Enquanto isso na Sala de Justiça e provoca luta fake entre super-heróis, no Alto da Sé em Olinda - 07.fev.2016/Roberta Guimarães/UOL - Roberta Guimarães/UOL

A brincadeira surgiu em 2008 e a cada ano eles reúnem mais gente. Do lado de fora e de dentro do ringue. Nas contas da diretoria do Mucha Lucha, cerca de cem mascarados e mascaradas participarão neste ano.

“O Mucha Lucha se transformou numa febre no Carnaval de Olinda. Não necessariamente por ser bom. Mas pelo sol quente que enfrentamos todos os anos”, brinca El Hombre de Hielo, um dos mais antigos luchadores, explicando que o ringue deste ano aumentou. 

Usando pseudônimos inspirados nos lutadores da “lucha libre” mexicana --El Bebezón, El Tonelada, Barba Rossa--, os integrantes da agremiação atraem os olhares e os risos de quem está chegando para o já tradicional bloco Enquanto Isso na Sala de Justiça, que se concentra ali pertinho e sai uma hora depois.

SALA DA JUSTIÇA

O bloco, que faz uma das mais concorridas prévias do estado, entra no seu 25º ano. Criada em 1995, a agremiação se caracteriza pelas fantasias de super-heróis que os integrantes usam. Então, se prepare para dar de cara com muitos Super-Homens, Hulks, Batmans e, em especial, um Homem Aranha que chama todas as atenções ao praticar rapel em uma caixa d’água estrategicamente localizada ao lado da Catedral da Sé.

 

ELEFANTE

O Hino do Elefante rivaliza com a lendária Vassourinhas como a canção mais popular dos festejos em Pernambuco.

De autoria de Clóvis Pereira e Cláudio Nigro, a música é cantada em uníssono nas ladeiras da Cidade Velha. Neste domingo,  a tradicional agremiação, que foi às ruas pela primeira vez em 1952, se concentra às 17h, no bairro do Bonsucesso, na sede de outra lenda do Carnaval pernambucano, o Homem da Meia-Noite.

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