Descrição de chapéu Coronavírus

Trânsito despenca em SP em meio a quarentena por coronavírus

Mesmo com rodízio suspenso, congestionamento ficou abaixo da média

Avenida São João, na região central de SP, quase deserta na tarde dessa terça-feira (17) - Thea Severino/Folhapress
São Paulo

O trânsito na capital paulista ficou bem abaixo da média nesta terça-feira (17), em meio ao pedido dos governos e médicos para que a população fique em casa para frear a disseminação do novo coronavírus.

Às 19h, dentro do horário de pico da tarde, a cidade tinha 31 quilômetros de congestionamento. A média para esse horário fica entre 63 km e 89 km de congestionamento, de acordo com dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Às 8h30, quando a cidade registrou o maior congestionamento da manhã, havia 26 quilômetros de ruas paradas. Este horário tem, em média, entre 55 e 76 km de vias congestionadas.

Essa redução acontece mesmo com a liberação do rodízio de veículos —sistema que impede a circulação de carros de determinadas placas em determinados dias da semana, criado para diminuir o trânsito na capital.

A SPTrans, que coordena o sistema de ônibus da cidade, e o Metrô e a CPTM, que operam o transporte sobre trilhos, não fornecem dados diários de passageiros, mas a percepção de usuários do sistema é que a lotação do transporte público diminuiu.

Passageiro usa máscara na linha 4-amarela do metrô - Jardiel Carvalho - 12.mar.2020/Folhapress

Apesar de benéfica ao sistema de saúde, a queda do fluxo de certa maneira preocupa a Secretaria Municipal de Transportes, já que menos passageiros significa menor arrecadação.

A queda do movimento também pode ser vista no trânsito de bicicletas. A prefeitura tem três contadores em ciclovias da cidade.

O último dado consolidado é de segunda-feira (16), quando passaram 4.822 ciclistas pela ciclovia da avenida Faria Lima (a mais movimentada da cidade). Na segunda-feira anterior, 8 de março, passaram por aquela ciclovia 6.850 ciclistas.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.