João Doria ameaça prender quem violar regras de quarentena em São Paulo

Governador disse ao SPTV que monitorará dados no feriado e que medida pode ser adotada na semana que vem

São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira (6) que as pessoas que violarem as regras da quarentena no estado serão advertidas e orientadas, mas que, se insistirem, poderão ser presas pela Polícia Militar, a partir da semana que vem.

"Eu queria evitar isso, porque medidas mais rígidas significam que as pessoas poderão receber não só advertência, multa mas também voz de prisão", disse o governador ao SPTV, noticiário da Rede Globo.

Doria fez a declaração ao comentar, no programa, dados divulgados nesta quinta (9) que mostram que o isolamento está sendo desrespeitado no estado. Monitoramento do governo feito com dados de operadores telefônicas indica que menos da metade da população paulista ficou em casa na última quarta-feira (8), menor índice desde que começou a quarentena teve início.

"As pessoas precisam ter consciência da gravidade da situação em que nós estamos. Nós não estamos fazendo aqui um programa de férias para que você fique em casa, é um programa de preservação de vida", disse o governador.

Segundo Doria, a meta a atingir é 70% da população em isolamento.

"Se não houver neste final de semana consciência das pessoas, seja na capital de São Paulo ou em qualquer outra região neste fim de semana, nós estamos monitorando isso pelos celulares, a partir de segunda-feira o governo do estado de São Paulo tomará medidas mais rigorosas e mais duras, inclusive com a penalização de prisão para as pessoas que desobedecerem essa orientação", disse.

"Eu espero sinceramente que nós não tenhamos que chegar a esse patamar, a esse nível, mas se tivermos que fazer, vamos fazer em defesa da vida."

Na segunda (6), Doria estendeu a quarentena em São Paulo até o dia 22 de abril. Ao fazê-lo o governador havia mencionado a possibilidade de prisão, mas não de forma asseverativa.

Após aglomeração no último domingo (5), a Praça Pôr do Sol, na zona oeste de São Paulo, foi isolada pela prefeitura com tapumes nesta quinta-feira (9) para tentar frear o contágio pelo novo coronavírus.

O local é ponto de encontro de jovens e de famílias, que se reúnem para fazer piquenique, beber e praticar esportes na grama enquanto assistem ao sol se pôr, com vista privilegiada da capital, no Alto de Pinheiros.

No último final de semana, mesmo com as recomendações de isolamento social, a praça estava cheia de pessoas próximas umas das outras e tinha até o rotineiro comércio ambulante.

De acordo com a prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), a medida de isolamento com tapumes é pontual e não se estende para outros locais da cidade.

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