Manifestantes queimam ônibus em protesto contra morte de adolescente em SP

Jovem teria desaparecido após ação da PM no local

São Paulo

Um protesto contra a morte de um adolescente na Vila Clara, zona sul de São Paulo, terminou com ao menos seis ônibus queimados, quatro depredados e um manifestate preso, de acordo com a Polícia Militar. O jovem teria morrido após uma ação da PM no local.

A manifestação começou às 16h, em frente da casa do adolescente, de forma pacífica. De acordo com a PM, os manifestantes passaram, então, a queimar pneus e interditaram a via.

A PM foi acionada e, segundo a corporação, impediu que a avenida Cupecê também fosse bloqueada.

Ônibus queimado durante protesto na Vila Clara, em São Paulo, pela morte de jovem
Ônibus queimado durante protesto na Vila Clara, em São Paulo, pela morte de jovem - Amanda Perobellli/Reuters

A Tropa de Choque da Polícia Militar esteve no local e houve confronto com moradores. Vídeos postados nas redes sociais mostram o que seriam cenas de abusos por parte de políciais. A Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou.

Em outra ação envolvendo a Polícia Militar, a corporação afastou 14 agentes envolvidos em dois casos de agressões durante abordagens nos dias 12 e 13 de junho, na Grande São Paulo. Os policiais foram identificados após imagens das agressões gravadas por testemunhas terem repercutido nas redes sociais.

Na noite da sexta-feira (12), policiais militares agrediram um homem rendido no bairro Jardim Belval, em Barueri (Grande SP). Os PMs ainda bateram em vizinhos que tentaram proteger a vítima. O vídeo feito por uma testemunha mostra que o homem estava sentado na calçada com o celular na mão quando uma viatura estaciona. Policiais saem do carro e um deles imobiliza a vítima com um mata-leão.

As imagens mostram que três vizinhos saem de casa e pedem aos PMs que soltem o homem. Neste momento, mais policiais deixam a viatura e começam a agredir o trio com golpes de cassetete.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.