Descrição de chapéu Obituário Maria Helena Pinheiro (1947 - 2020)

Mortes: Advogada, dedicou-se à proteção dos filhos e netos

Sozinha, Maria Helena Pinheiro garantiu educação de qualidade aos três filhos

São Paulo

A advogada Maria Helena Pinheiro foi precoce em algumas situações que a vida lhe apresentou.

Nascida em Manaus, aprendeu a ler aos três anos de idade. Perdeu o pai aos 13 anos e precisou se acostumar com um estilo de vida com poucos recursos.

Inteligente e proativa, aos 16 anos Maria Helena foi aprovada no vestibular para direito. O ingresso no mercado de trabalho seguiu o movimento da sua vida.

Maria Helena Pinheiro (1947-2020)
Maria Helena Pinheiro (1947-2020) - Arquivo pessoal

Entrou jovem para o Banco do Estado do Amazonas (posteriormente privatizado e adquirido pelo Banco Bradesco).

Em um “bailinho” Maria Helena conheceu o primeiro marido. O casamento com o comissário de bordo Roberto Campos Firpo ocorreu quando tinha 20 anos.

O casal decidiu viver no Rio de Janeiro. Aos 36 anos, Roberto morreu e deixou Maria Helena –na época com 26 anos– com um filho de quatro anos e uma bebê de dois meses.

Maria Helena voltou a Manaus, mas não se acostumou mais com a cidade. Antes mesmo da mobília chegar, mudou-se novamente para o Rio de Janeiro.

O recomeço da vida profissional foi como secretária, mas logo entrou para uma indústria nuclear, onde ficou até se aposentar. Lá teve a chance de atuar como advogada. Outros dois casamentos vieram. Do segundo, nasceu uma menina.

Maria Helena foi guerreira. Deu tudo de melhor aos filhos, principalmente a educação.

Após o terceiro relacionamento, aposentou sua vida sentimental e decidiu dedicar-se integralmente à família. Além de super mãe, tornou-se super avó.

O filho Sergio Firpo, 49, professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) conta que Maria Helena foi mãe e pai.

“Ela era exigente, moderna, generosa e presente. Sempre muito preocupada com os filhos. Mil recomendações quando saíamos, mesmo depois de velhos: olhar para os lados ao atravessar a rua, não sair sem documento, tomar cuidado com ladrão”, diz.

Vaidosa, nunca saía de casa sem passar lápis nos olhos e dar a última olhada no espelho. Nem quando adoeceu.

Maria Helena Pinheiro morreu dia 15 de junho, aos 72 anos, por complicações de um câncer. Separada, deixa três filhos, três netos, a mãe Maria Zuleide, que completará 107 anos em 11 de julho, e três irmãs.

​​coluna.obituario@grupofolha.com.br

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