'Após muita frustração na quarentena, decidi não cobrar tanto das crianças', diz mãe de trigêmeos

Cinthia Torres está em isolamento com o marido e os três filhos de seis anos

São Paulo

Na casa dos veterinários Cinthia, 42, e Fernando Torres, 43, os desafios da rotina na quarentena têm dose tripla. Eles são pais dos trigêmeos Bruna, Julia e Pedro, que completaram seis anos no mês passado.

Os irmãos aproveitam a companhia uns dos outros para as brincadeiras (e confusões) ao longo dos dias que se repetem dentro de casa.

O confinamento foi a oportunidade de as crianças estreitarem o laço de proteção, diz Cinthia. "Apesar de ser desafiador dar conta de todas as tarefas, é muito bacana ver essa união entre eles."

Moradores de um apartamento na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, os Torres optaram por passar o período da pandemia na casa da família em São Sebastião, no litoral norte paulista, em busca de "mais sol, liberdade e sensação de segurança", segundo Cinthia.

Na nova rotina desde março, os pais trabalham remotamente, com atendimentos veterinários por mensagens, videochamadas ou emails.

Todas as refeições passaram a ser caseiras, nada de pedir pratos prontos.

Sem a presença da babá e o auxílio da escola, o casal se reveza para entreter as três crianças. Ajudam na tarefa a cachorra Paçoca e a gata Nutella.

Um dos maiores desafios para os Torres tem sido a alfabetização das crianças. Elas ainda não conseguem acompanhar as aulas online com autonomia e demandam ajuda constante dos pais para fazer as atividades.

Para Cinthia, este deve ser um ano perdido na escola. "Depois de muita frustração, decidimos não cobrar tanto nem de nós nem deles."

Ela e o marido encontram conforto na interação entre os trigêmeos. "Olhar três crianças crescendo juntas, cúmplices, e ao mesmo tempo ver suas diferentes personalidades aflorando é gratificante."

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