Menino de 7 anos morre na porta de casa após tiroteio na Baixada Fluminense

Morte de criança é ao menos a sétima por disparo de arma de fogo no Rio em 2020

Rio de Janeiro

Um menino de 7 anos morreu baleado na noite desta terça-feira (30), no bairro Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A secretaria de Saúde da prefeitura informou que Italo Augusto, 7, deu entrada na emergência infantil da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Éden por volta de 20h31, já sem vida.

Segundo a Polícia Militar, policiais do 21º batalhão de São João de Meriti estavam em patrulhamento pelo bairro Éden quando foram atacados por disparos de arma de fogo na Rua Ceci. Ítalo estava na porta de casa quando foi atingido.

O menino Ítalo Augusto, 7,  morto após ser baleado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense
O menino Ítalo Augusto, 7, morto após ser baleado na porta de casa, no bairro Éden, em São João de Meriti (RJ) - Beatriz Castro/Arquivo Pessoal

Ainda de acordo com a versão da PM-RJ, um homem de moto atirou contra os policiais e fugiu em seguida, sem que houvesse reação da equipe policial. A viatura ainda foi atingida na ação criminosa, assim como uma criança.

A PM-RJ diz que os policiais apoiaram o socorro, que estava sendo feito pelas pessoas do local, mas, na unidade de saúde, o menino faleceu. A versão da prefeitura é que a criança morreu antes de chegar à UPA. A ocorrência foi encaminhada para registro na delegacia de homicídios da Baixada Fluminense.

Beatriz Castro, irmã do menino, lamentou a morte nas redes sociais. "Minha vida acabou. Por que Deus levou meu irmão? A vida é muito injusta, ele só tinha 7 anos e partir dessa forma. Poxa irmão eu te amava tanto, não quero acreditar que você morreu dessa forma, eu não aceito".

OUTROS CASOS

Na última quinta (25), Kauã Vitor da Silva, 11, foi baleado na cabeça e morreu no complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele havia sido ao menos a quinta criança morta por disparo de arma de fogo no estado fluminense neste ano.

Segundo a ONG Rio de Paz, o número de crianças mortas na ocasião já se aproximava da quantidade do ano passado inteiro, quando foram contadas seis jovens de até 14 anos que vieram a óbito vítimas da violência no estado do Rio.

Neste ano, a primeira foi Anna Carolina de Souza Neves, 8, atingida por uma bala perdida na cabeça no sofá de casa em Belford Roxo, na região metropolitana​, em 9 de janeiro. Vinte dias depois, foi a vez de João Vitor Moreira dos Santos, 14, também baleado na cabeça quando voltava de uma festa com a família no bairro Vila Kosmos, zona norte do Rio.

Em 6 de fevereiro, Luiz Antônio de Souza Ferreira da Silva, 14, foi atingido na perna assim que saiu de uma consulta no psicólogo com a mãe adotiva em São João de Meriti, também na região metropolitana, e morreu no dia seguinte.

O quarto caso foi de João Pedro Mattos, 14, que causou grande comoção. Ele foi baleado nas costas dentro da casa de seus tios durante uma operação. Os três policiais que fizeram a incursão dizem que houve troca de tiros com bandidos que fugiram pelo muro, mas os primos de João afirmam que não havia bandidos e que os agentes chegaram atirando.

Depois, na madrugada do domingo (28), Rayane Lopes, 10, foi morta na chacina de Anchieta, durante as comemorações de uma festa junina.

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