'Mesmo quem mora em uma casa pequena precisa ver o lado bom da pandemia', diz socialite

Bete Arbaitman suspendeu celebrações e adotou compras online na quarentena

São Paulo

Desde a imposição do isolamento social pela pandemia do novo coronavírus, em março, a casa de Bete e Marcos Arbaitman está mais vazia. Acostumados a receber amigos para celebrações, algumas das quais figuraram em colunas sociais, eles dispensaram até os funcionários.

Marcos, 80, voltou ao trabalho presencial há poucos dias na Maringá Turismo, empresa da família. Bete, 73, permanece no isolamento, saindo apenas para consultas no médico e no dentista.

Há mais de 50 anos eles moram em uma casa espaçosa no Jardim Europa, uma das regiões com o metro quadrado mais caro de São Paulo. Além do casal, um filho e uma empregada doméstica dividem o imóvel com três quartos, sala, escritório, cozinha e jardim.

Os demais funcionários que trabalham na mansão, entre motorista, cozinheira e passadeira permaneceram recebendo salários, mas não foram obrigados a ir para o trabalho. Nas últimas semanas, após serem testados para o novo coronavírus, alguns deles preferiram retornar, afirma Bete. “É muito bom. Faz bem para nós e para eles”.

​Todas as compras passaram a ser online, desde comida até um escorregador para os quatro netos, que voltaram a frequentar a casa dos avós após confirmarem diagnóstico negativo para a doença.

A socialite e terapeuta ocupacional afirma que ganhou mais tempo com a família, para os estudos e para praticar a culinária. “Estou testando novos tipos de salada, minha especialidade”, conta. E afirma que sua vida durante a pandemia melhorou em muitos aspectos.

“Acho que todo mundo tem que ver o lado bom. Mesmo quem mora em uma casa pequena, com muita gente, tem que ver o lado bom de estar mais perto da família”, acrescenta.

No tempo livre, tem se dedicado a aulas virtuais sobre meditação e também começou a aprender hebraico, uma antiga vontade. Os avós paternos de Bete, assim como seu sogro, vieram para o Brasil fugindo das perseguições aos judeus na Polônia, no início do século 20.

Bete também segue com o projeto na Associação dos Amigos do Menor pelo Esporte Maior (AMEM), que fundou para levar atividades extracurriculares a crianças e jovens do Jardim Arpoador, bairro da zona oeste, próximo à rodovia Raposo Tavares.

Com a sede fechada em razão da pandemia, afirma que comprou e doou pouco mais de 100 notebooks para que as crianças atualmente atendidas possam participar de atividades virtuais, além de comida e kits de limpeza para as famílias.

Em relação à vida no pós-pandemia, a socialite se diz super otimista. A primeira coisa que quer fazer é viajar, a começar pelo sítio que têm no Rio de Janeiro.

“Todas essas lives, essa conexão virtual, essa outra forma de falar com os amigos, isso veio para ficar”, diz.​

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