Descrição de chapéu Obituário Maria Renata Motta Provazi Mesquita (1958 - 2020)

Mortes: Diva inspiradora, empresária distribuiu generosidade

Administradora, Renata Provazi Mesquita se guiava pelo bom senso

São Paulo

Por gostar de conforto, a empresária Renata Provazi Mesquita ganhou da família o apelido de Diva.

Ao contrário do filho, do marido e da enteada, que considerava como filha, Renata não era aventureira e detestava exercícios físicos, que a deixavam mal-humorada.

Mesmo assim, já havia sido colocada em algumas situações que consideraria “perrengues”, como atravessar um tiroteio em Caracas (Venezuela) e passeios pela Amazônia venezuelana e Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Goiás), segundo conta a enteada, a advogada Marina Rodrigues Mesquita, 34.

Maria Renata Motta Provazi Mesquita (1958-2020)
Maria Renata Motta Provazi Mesquita (1958-2020) - Arquivo pessoal

Ironia carinhosa e bem-humorada, o apelido Diva caiu bem para Renata. Ela era inspiradora, como toda diva de ser. Suas atitudes se pautavam pelo amor, respeito e generosidade. Foi guerreira, pois enfrentou obstáculos até se tornar uma empresária de sucesso, no ramo de odontologia radiológica.

Renata nasceu em São Paulo, mas logo mudou-se para Guarulhos, na região metropolitana, com a família.

Os funcionários a consideravam como mãe. Renata sabia dosar as broncas e os conselhos. Ponderação e bom senso a acompanhavam. Excelente administradora, equilibrou a empresária com a amiga.

Voluntariamente, administrou uma creche em Guarulhos. Devolveu a saúde financeira ao local e ainda deixou dinheiro em caixa.

Renata adorava sapatos, mas a quantidade não se comparava à sua coleção de atos de generosidade.
Com Marina, a relação era de mãe e filha. As duas conviveram juntas por quase 33 anos. “Foi a única que chorou em meu casamento”, diz Marina.

Renata largou o curso de arquitetura no último ano, mas adorava reformas. Toda vez que inventava alguma, esperava pela aprovação do filho e da enteada.

Renata Provazi Mesquita morreu dia 23 de junho, aos 61 anos, de câncer no pâncreas. Deixa o marido, um filho, a enteada e Jimmy, um cão da raça border collie, seu grande companheiro.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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