Descrição de chapéu Obituário Paulo Vieira Lima (1947 - 2020)

Mortes: Foi ético ao tratar a notícia, mas sem perder o humor

Atualmente, Paulo Vieira Lima se dedicava à advocacia

São Paulo

O mundo da comunicação perdeu Paulo Vieira Lima. Jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, saiu da vida sorrateiramente, sem vinheta de encerramento.

Ético ao tratar a notícia, Paulo teve boa parte de sua carreira ligada ao radiojornalismo. Montou a rádio Unesp de Bauru (329 km de SP) e depois ingressou na rádio CBN, em São Paulo, na qual trabalhou como pauteiro, produtor e chefe de reportagem.

Ficar ao seu lado era um privilégio. Paulo tinha cultura e vocabulário invejáveis, e a risada chacoalhada dava contorno ao bom humor.

Paulo Vieira Lima (1947-2020)
Paulo Vieira Lima (1947-2020) - Reprodução/Facebook

O jornalista Celso Freitas, amigo e seu chefe na CBN, conta que Paulo tinha um comportamento exemplar. “Ele era tão ético que, às vezes, beirava o radicalismo. Tinha ideias muito boas, inteligência reflexiva. Era um filósofo e dono de um humor fino.”

Paulo também foi assessor de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, coordenador da Comissão de Assessores de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas de SP, colunista do Brasil Econômico e colaborou com a Mega Brasil Comunicação.

Há alguns anos, retomou a faculdade de direito, interrompida quando o jornalismo falou mais alto, no início da década de 1980. Atualmente, cursava o último ano e faria a prova da OAB no final de 2020.

Havia se tornado um tipo de estagiário dos filhos, os advogados Paulo Vieira Lima Júnior, 43, e Thaís Bianca Vieira Lima, 37, auxiliando-os nos trabalhos do escritório.

“Ele era um superpai, divertido, comunicativo e amigo. Procurava passar seus conhecimentos aos filhos, cuidava para que todos escrevessem corretamente e nos aconselhava a agir com lealdade e transparência”, afirma Paulo.

Paulo Vieira Lima morreu no dia 5 de agosto, aos 73 anos, após sofrer uma parada cardíaca. Seu estado de saúde estava debilitado desde o mês de julho, quando teve um AVC. Deixa a esposa, Maria, dois filhos e três netas.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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