Descrição de chapéu Obituário Paulo Edson Soares da Silva (1943 - 2020)

Mortes: Marcou as ondas do rádio e os apaixonados por futebol

Paulo Edson foi consagrado como 'a voz do rádio'

São Paulo

Paulo Edson, dono da voz potente que encantou gerações apaixonadas por futebol e rádio, nasceu num sítio em São Pedro (192 km de SP).

Aos dois anos, caiu sobre um tacho de melado que sua mãe, Alcídia Gomes da Silva, preparava em casa. Queimaduras graves lhe causaram deficiência nas mãos, o que não foi empecilho para o progresso.

Com o carinho e incentivo da família, Paulo Edson aprendeu a se virar sozinho. Assim, atividades como escrever, desenhar ou dirigir foram se realizando com tranquilidade.

Paulo Edson Soares da Silva
Paulo Edson Soares da Silva - Arquivo pessoal

De São Pedro, Paulo Edson mudou-se para Rio Claro (173 km de SP) para tentar um emprego melhor. A primeira oportunidade para o rádio surgiu quando o dono de uma emissora local ouviu sua voz durante uma conversa e o convidou para um teste.

Após atuar em emissoras de Rio Claro, Araçatuba (527 km de SP) e Marília (435 km de SP), chegou à capital paulista em 1964 para trabalhar nas rádios Difusora de São Paulo e Tupi, extintas em 1981 e 1984, respectivamente.

Em 1970, entrou para a rede Bandeirantes, que foi a grande paixão da sua vida, segundo conta a filha Priscila Alves, 41, jornalista. Pelas ondas da Rádio Bandeirantes AM e nos programas esportivos da TV, sua voz foi a marca do sucesso.

Entre as duas longas passagens pela rede Bandeirantes, trabalhou por um período na Rádio Record AM, onde foi consagrado como “a voz do rádio”, pelo timbre marcante. Seu nome era um dos maiores da equipe esportiva.

Quando se aposentou do rádio e da TV, Paulo Edson retornou a São Pedro. Desfrutou da companhia da família, voltou a ser criança com os netos e a se dedicar a atividades que lhe davam prazer, como cozinhar, desenhar e alimentar os pássaros ao amanhecer.

Pôde, enfim, assumir publicamente a predileção pelo Corinthians.

Publicou crônicas em um jornal da cidade e foi secretário municipal de duas pastas: Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (2005 a 2008) e Comunicação (2009 a 2011). Na Cultura, criou a Orquestra de Viola Caipira de São Pedro, famosa na cidade até hoje.

Entre as homenagens que recebeu, a última, em 2019, teve um caráter especial: um troféu da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo marcou os mais de 50 anos que atuou na mídia eletrônica e no esporte.

Paulo Edson morreu no dia 10 de agosto, em decorrência de complicações de saúde, após um infarto. Ele, que tinha 77 anos, deixa a esposa, Valdecila, os três filhos, Tanimara, Hélio e Priscila, e os netos Lucas, Matheus, Olívia e Stella.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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