Descrição de chapéu Obituário João da Cruz Vicente de Azevedo (1925 - 2020)

Mortes: Perpetuou seu amor pelas artes e dedicação ao social

João da Cruz Vicente de Azevedo foi presidente do Masp entre 2008 e 2013

São Paulo

Além da família, João da Cruz Vicente de Azevedo teve dois vínculos fortes e importantes em sua vida: com a arte e o social. Nestes segmentos, atuou incansavelmente e de forma marcante.

No Masp (Museu de Arte de São Paulo), sua paixão, João integrou a diretoria entre 1994 e 2008 e ficou na presidência de 2008 a 2013. Também foi um dos fundadores da Sociarte (Associação dos Amigos da Arte de São Paulo).

Na área social, presidiu o Conselho de Curadores da Fundação Dorina Nowill para Cegos e a Obra Assistencial Dona Cecília Galvão Vicente de Azevedo. Também foi conselheiro da Liga Solidária, entre outras atuações.

João da Cruz Vicente de Azevedo (1925-2020)
João da Cruz Vicente de Azevedo (1925-2020) - Arquivo pessoal

Dedicou 20 anos à Companhia Santista de Papel e foi fundador e primeiro presidente da Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose do Estado de São Paulo.

Também teve passagens pela pela Cohab e pelo Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação) de São Paulo.

João era neto do barão de Bocaina e filho de Francisco de Paula Vicente de Azevedo, secretário estadual da Fazenda nas gestões de Carvalho Pinto e Jânio Quadros e presidente do Banespa.

Advogado formado pela USP, orgulhava-se da fluência em latim, que foi obrigado a aprender porque sua mãe gostaria que fosse padre. Às vezes, realizava as provas orais da faculdade no idioma para impressionar os professores.

Foi uma religiosa que, acreditando que o encontro seria benéfico para os dois jovens, ajudou em sua união com Maria Flora Hehl Simões de Azevedo, hoje com 94 anos. O casamento durou 72 anos.

Até cerca de 80 anos, João e a esposa iam quase todas as noites ao cinema. “João da Cruz Vicente de Azevedo levou toda a sua família para viajar, jantar, para a ópera, o museu, sempre com um bom humor infindável e a curiosidade de um gato”, diz a neta, a atriz Martha Nowill, 39.

“Com 15 anos ele me deu um livro do Georges Simenon e disse: ‘Quem tem um livro nunca está sozinho.’ Quando comecei a fazer teatro, ele e minha avó nunca perderam uma peça ou filme meu, por mais moderna que fosse a temática da obra”, afirma Martha.

João da Cruz Vicente de Azevedo morreu dia 11 de setembro, aos 95 anos, de insuficiência pulmonar. Deixa a esposa, cinco filhos, netos e bisnetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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