Descrição de chapéu cracolândia drogas

Prisão de suspeito de tráfico causa conflito na cracolândia, em São Paulo

Usuários entraram em confronto com PM e agentes da Guarda Civil Metropolitana

São Paulo

Um conflito entre usuários de drogas, de um lado, e agentes da Guarda Civil Metropolitana e policiais militares de outro, causou correria e confusão na cracolândia, na região central de São Paulo, na noite desta quinta-feira (24).

De acordo com a Polícia Militar, o conflito foi causado porque um traficante que iria abastecer com drogas o local foi preso na manhã de quarta.

Com o suspeito foram encontrados, dentro de uma mochila, 98 porções de maconha, 300 de cocaína, 29 tabletes de maconha, um tijolo de maconha e R$ 1.148 em notas e moedas. O peso total das drogas apreendidas foi de aproximadamente 2,4 kg de maconha e 240 g de cocaína.

Investigações da Polícia Civil já apontavam que traficantes usam os usuários de drogas como escudos contra ações policiais.

Na noite desta quinta, os usuários se espalharam da alameda Cleveland, onde se reúnem, até a praça Princesa Isabel e ruas próximas. Até às 20h30, não havia registro de feridos no local.

De acordo com Flávio Falcone, que faz trabalhos voluntários na região, desde o início do mês o clima é de tensão na cracolândia. "Foi uma ação desproporcional. Os usuários estavam na praça [Princesa Isabel] e houve uso de bombas [pelos agentes de segurança]", diz o integrante do movimento Craco Resiste, que atua contra a violência policial na região.

Neste mês, um vídeo em que o deputado estadual Arthur do Val, candidato a prefeito de São Paulo pelo Patriotas, culpa o padre Julio Lancellotti pela situação do local contribuiu para acirrar a situação, diz Falcone.

No vídeo, um ex-comandante da GCM e candidato a vereador também faz críticas e ataques ao religioso.

O número de pessoas na cracolândia é variável e atinge o pico durante a noite. Estudo da Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Unifesp aponta que, em 2019, mais de 1.800 pessoas passavam pelo local a cada dia.

De acordo com a pesquisa, essa população se move durante o dia: 57% dos usuários frequentam outros locais do centro de São Paulo, como o Minhocão, a praça da República e a avenida Paulista.

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