Descrição de chapéu Coronavírus trânsito

Primeiros grupos de profissionais da saúde devem ser vacinados contra Covid-19 em dezembro, diz Doria

As primeiras cinco milhões de doses da vacina chegam ao estado em outubro; Butantã deve começar a fabricar o imunizante até o fim do ano

São Paulo

Primeiros grupos de profissionais da saúde do estado de São Paulo devem ser vacinados contra o novo coronavírus na segunda quinzena de dezembro, de acordo com o governador João Doria.

O governador indica ainda que o Ministério da Saúde aprovou, nesta quarta (23), aporte de 80 milhões para a nova fábrica da vacina CoronaVac, do Instituto Butantã.

O estado receberá as primeiras 5 milhões de doses da vacina ainda em outubro. As doses, de aplicação única, ficarão armazenadas até que a Secretaria de Saúde, o Ministério da Saúde e a Anvisa aprovem o imunizante.

Doria afirma, ainda, que até 31 de dezembro o estado receberá mais 40 milhões de doses, chegando a 60 milhões em 28 de fevereiro. "Já fizemos negociações com o Ministério da Saúde para a compra de mais 40 milhões de doses da vacina", completou.

Após a imunização dos profissionais da saúde, devem ser vacinados os pacientes que fazem parte dos grupos de risco da doença: idosos e pessoas com doenças crônicas. Na sequência, de acordo com o governo, devem ser imunizados agentes de segurança, profissionais da educação e a população indígena.

O acordo firmado entre o Instituto Butantã e o laboratório Sinovac, empresa chinesa responsável pela CoronaVac, prevê a transferência de tecnologia para que o instituto brasileiro possa produzir novas doses. A expectativa é de que seja possível fabricar doses para todo o país.

O registro da vacina na Anvisa deve acontecer após o dia 15 de outubro, quando houver novos resultados dos testes de fase três.

Até esta quarta, o imunizante não apresentou efeitos adversos expressivos. O governo estadual indica que 94,7% das 50 mil pessoas que receberam doses da vacina na China não manifestaram nenhum efeito adverso. No Brasil, nenhum dos 5.600 profissionais da saúde que participaram do ensaio clínico apresentaram efeito adverso.

Entre os 5,3% que tiveram reações a vacina, a maior parte apresentou dor no local de aplicação (3%), fadiga (1,5%) e febre (0,2%).

Sobre a duração da imunização proporcionada pela CoronaVac, o representante da Sinovac para a América do Sul, Xing Han, disse que ainda são necessárias maiores informações para determinar a duração da imunização.

"A pandemia é recente e a fase três começou em julho, ainda não temos dados suficientes para afirmar qual o tempo de imunização. Porém, a tecnologia usada para a CoronaVac já é utilizada há muito tempo e a imunização [pode] dura mais tempo", disse.

Nesta quarta, Hang afirmou que não sentiu qualquer efeito após ter tomado a vacina. "É a mesma que está sendo testada em São Paulo".

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