Cobra é encontrada dentro de clube na zona leste de São Paulo

Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã de sábado (24) para recolher o animal no Clube Juventus

São Paulo

Uma cobra foi encontrada nas dependências das piscinas do Clube Atlético Juventus, na Mooca (zona leste de São Paulo).

A notícia e a foto do animal foram compartilhados em grupos de WhatsApp formados por moradores e comerciantes do bairro e em outras redes sociais.

O Corpo de Bombeiros confirmou à Folha que, no sábado (24), foi acionado para recolher a cobra, que depois foi solta no Parque Ecológico do Tietê.

Piscinas do Clube Atlético Juventus, no Parque da Mooca
Piscinas do Clube Atlético Juventus, no Parque da Mooca - Adriano Vizoni - 16.jun.2020/Folhapress

O clube é rodeado por casas e apartamentos e não há área de mata. Do lado do estabelecimento funcionam a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) e o Hospital Municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa.

Por nota, o Juventus afirmou que a cobra estava no canteiro que circunda as piscinas e não havia associados próximos.

"Trata-se uma cobra não venenosa cujo criador proprietário é um vizinho do clube que possui a documentação de posse regularizada", diz o texto.

​Claudio Machado, biólogo herpetólogo do Instituto Vital Brazil e dono do canal de YouTube Papo de Cobra, viu a imagem que circulou nas redes sociais e acha que é possível que o animal não pertença à nossa fauna.

Ele lembra que em São Paulo há muitas cobras. "O aparecimento de uma cobra não é para causar espanto. Há fragmentos de mata cada vez menor e elas acabam disputando o espaço conosco."

De acordo com Machado, esses animais procuram esconderijo. "Costumo dizer que quatro coisas que começam com a letra A favorecem a presença das cobras: acesso, abrigo, alimento e água." O biólogo diz que a criação de animais exóticos pode ser outro problema.

Clube Atlético Juventus, no Parque da Mooca
Clube Atlético Juventus, no Parque da Mooca - Adriano Vizoni - 16.jun.2020/Folhapress

Sobre a cobra encontrada no Clube Atlético Juventus, o especialista disse que a destinação que o Corpo de Bombeiros deu ao animal sem saber a espécie ou obter qualquer informação o preocupa.

"O certo seria levar o animal para identificação, a não ser que ele fosse extremamente comum, como é o caso da jiboia", diz.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo disse que neste tipo de ocorrência as equipes avaliam o animal e suas condições antes de encaminha-lo ao habitat natural.

"Quando há sinais de maus tratos ou acometimentos de saúdes, os animais são enviados para o tratamento adequado."

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