Filho do vereador Adilson Amadeu é preso acusado de roubo em SP

Mandado de prisão havia sido expedido em 2018; detido é candidato a vereador na capital paulista

São Paulo

O candidato a vereador pelo PSB Dr. Adilson Amadeu, filho do vereador de São Paulo de mesmo nome, foi preso nesta terça-feira (20), em cumprimento a um mandado de prisão de 2018. Ele é acusado de roubo.

Segundo o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), que efetuou a prisão, Adilson Adriano Sales de Souza Carvalho Amadeu, 46, era procurado pela Justiça e foi localizado na avenida Rebouças, em Pinheiros (zona oeste de SP), em uma clínica de estética. A polícia informou apenas que o crime teria sido cometido em 2009.

Segundo boletim de ocorrência, Amadeu alegou que o mandado de prisão seria um equívoco, pois ele não possuía RG expedido em São Paulo. Ele ainda disse, segundo registro policial, que seu documento havia sido cancelado em 1996 devido a uma decisão judicial.

O candidato então apresentou uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) emitida em 13 de fevereiro de 2020, onde constava um RG emitido no Paraná. Segundo o Deic, foi feita a coleta das digitais de Amadeu para comparação com as informações do documento que constava no mandado de prisão e ficou comprovado que ele era mesmo o procurado.

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Registro do candidato a vereador pelo PSB Dr. Adilson Amadeu, preso acusado de roubo na capital paulista nesta terça-feira (20) - Reprodução

Como o candidato cursou o ensino superior, ele é advogado, foi levado à carceragem do 31º DP (Vila Carrão), na zona leste da capital paulista. A CNH apresentada foi apreendida para verificação junto ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo).

A Folha entrou em contato com a assessoria do PSB, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A defesa do acusado não foi localizada.

O vereador Adilson Amadeu (DEM), por meio de nota, informou que "como pai fico enormemente entristecido com a notícia, contudo entendo, que a Justiça deva ser aplicada a qualquer cidadão e se ficar comprovada sua culpa, que ele arque com seus erros."

O vereador, que também concorre a uma vaga na Câmara de SP, ainda afirmou que o filho saiu candidato sem seu consentimento e "causa constrangimentos em sua tentativa de dividir votos através da similaridade dos nomes."

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