Descrição de chapéu Obituário Leila Cravo (1953 - 2020)

Mortes: Apresentou o Fantástico e foi símbolo sexual dos anos 1970

Ela morreu aos 66 anos, após sentir dores no peito; mesmo sendo socorrida e levada a um hospital, não resistiu

São Paulo

Amigos e fãs lamentaram a morte da atriz, ex-apresentadora do Fantástico (TV Globo) e símbolo sexual dos anos 1970, Leila Cravo. Ela morreu aos 66 anos, após sentir dores no peito. Mesmo sendo socorrida e levada a um hospital, não resistiu.

A morte, ocorrida em 5 de agosto, só foi revelada na última sexta (2), pelo colunista do UOL, Paulo Sampaio.

Leila Cravo (1953-2020)
Leila Cravo (1953-2020) - Reprodução/Record

Carioca, atuou em cinema, teatro e televisão. Fez sucesso nas pornochanchadas e publicou o livro "Passagem Secreta", em 1979. Quando deixou a carreira artística, tornou-se empresária. Viveu por alguns anos em Cascavel (PR), mas depois retornou ao Rio.

Em 1975, Leila virou notícia ao despencar de uma altura de 18 metros, da suíte presidencial de um motel, no Rio. Com politraumatismo craniano, chegou a ficar em coma por vários dias.

Em entrevista a uma TV, em 2018, Leila contou que na ocasião foi vítima de espancamento seguido de estupro praticado por três homens, entre eles, um importante ministro da época cujo nome não foi revelado.

A Folha conversou com a ex-Frenética, cantora, atriz e astróloga Leiloca Neves. As duas foram amigas por cerca de 50 anos e tinham o hábito de conversar com frequência. Elas planejavam, após a pandemia do novo coronavírus, um encontro para colocar o papo em dia, disse Leiloca.

"Nossas conversas eram sempre bem-humoradas. Leilinha era só alegria, otimista e dona de uma generosidade grandiosa que só pessoas sensíveis e de alto nível astral conseguem captar", afirma.

Para Leiloca, a amiga do coração soube viver intensamente. "Para as gerações mais jovens, espero que fique a imagem e o sentimento de uma pessoa corajosa e vencedora de muitos desafios".

"Poucos sabem, mas além de ótima e carismática atriz, ela era talentosa na poesia. Leilinha enfrentou as situações difíceis e não perdeu o sorriso na alma mesmo após ter perdido pessoas importantes", conta Leiloca.

Leila Cravo deixou uma filha e uma neta.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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