Descrição de chapéu Obituário Álvaro Lopes (1925 - 2020)

Mortes: Primou pela qualidade e dedicação ao cliente

Querido pelos clientes da Casa Santa Luzia, Álvaro Lopes não tinha medo de ousar

São Paulo

O ouvido apurado para assimilar e entender os desejos dos clientes, a energia e foco no trabalho para manter os padrões de qualidade somados ao sorriso franco e à amabilidade fez do paulistano Álvaro Lopes o grande líder da Casa Santa Luzia.

“Ele era uma pessoa totalmente conectada. A nossa casa [Santa Luzia] era a vida dele. Atento a detalhes, o tempo todo estava pronto para escutar o cliente e entender o que buscava e como servi-lo.

Ao cliente, transmitia confiança e a certeza de que encontraria o que queria”, diz Ana Maria Lopes, diretora do estabelecimento.

Álvaro Lopes (1925-2020)
Álvaro Lopes (1925-2020) - Casa Santa Luzia

Álvaro nasceu na maternidade São Paulo, em 1925, um ano antes da fundação da Casa Santa Luzia pelo seu pai, o português Daniel Lopes. Foi aluno do colégio Rio Branco no antigo ginásio e queria estudar química, mas a pedido do pai trocou o sonho pelo trabalho na empresa.

Com a escuta eficiente da clientela, Álvaro aprimorou seus conhecimentos do ramo. Seguiu a tradição do seu pai ao adquirir produtos diferenciados para a casa: uma especiaria, um tempero interessante, os vinhos renomados e até mesmo as castanhas portuguesas do Natal.

Boa parte dos produtos era escolhida por ele, que durante anos também comprou pessoalmente os hortifrutis.

De suas mãos produtivas e mente brilhante nasceram inovações e transformações. Atualmente, a Casa Santa Luzia comercializa mais de 30.000 produtos. Sempre à frente do seu tempo, Álvaro não temia a ousadia.

Fora do trabalho, quando não estava no sítio Nossa Toca, perto de Atibaia (64 km de SP), aproveitava as viagens de que tanto gostava para visitar feiras de alimentação. Na volta, a bagagem estava sempre cheia de novas ideias.

Por volta de 90 anos, afastou-se do dia a dia, mas frequentou as reuniões do conselho até 2019.

Álvaro também marcou pela autenticidade, seja no sentimento, nos gestos e nas opiniões. Há mais de 30 anos, numa época em que o mercado de trabalho era um desafio para as mulheres, ele reconhecia que a presença delas havia melhorado a Casa Santa Luzia.

Álvaro Lopes morreu dia 4 de outubro, aos 95 anos, de causas naturais. Divorciado, deixa dois filhos, netos, bisnetos e sobrinhos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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