Descrição de chapéu Obituário Nice Infanti Ribeiro (1934 - 2021)

Mortes: Amou e incentivou o amor à palavra, à educação, à poesia e a Shakespeare

A professora Nice Infanti Ribeiro incentivou muitas pessoas a seguirem a carreira da educação

São Paulo

No dia a dia e no seio familiar, a professora Nice Infanti utilizava a sua forma preferida de se comunicar: por meio de cartas.

Ela adotava o papel e a caneta para avisos, elogios, broncas, simples recadinhos ou até correções gramaticais.

Professora 24 horas por dia, não admitia erros de português nem dos membros da família. Era particularmente rígida nos plurais.

Natural de São Roque (a 66 km de SP), onde participou ativamente da comunidade, Nice deixou bons exemplos e espalhou seu amor pela educação.

Nice Infanti Ribeiro (1934-2021) e o marido Ronaldo Ribeiro
Nice Infanti Ribeiro (1934-2021) e o marido Ronaldo Ribeiro - Arquivo pessoal

Formada em letras, equilibrava a exigência com a doçura. Boa com as palavras, apaixonada pela língua portuguesa, pela literatura, pela poesia e por William Shakespeare, incentivou muitos moradores de São Roque a seguirem a carreira da educação.

Descendente de italianos, seu pai trabalhava na indústria têxtil e a mãe, como enfermeira. Nice ministrou aulas de português, inglês e francês durante três décadas.

Além dos três idiomas, dominava também o italiano, segundo a professora e jornalista Teresa Ribeiro Espallargas, 26, uma de suas netas.

Com o nome artístico Niciana publicou dois livros de poesias, “Poema para Poetas” e “Antologia do Prêmio Cultura Nacional Talento Poético Brasileiro”.

A perfeição também a acompanhava na cozinha. Entre os pratos de sucesso destacavam-se haddock com molho de alcaparra, malfatti de almeirão, mil folhas, chapéu de Napoleão e diversos sabores de bolos.

Nice estava casada e tinha quatro filhos. Ela e o marido Ronaldo Ribeiro estudavam na mesma escola, mas se conheceram no Carnaval, em 1957.

Morreu no dia 15 de janeiro, aos 86 anos, por complicações do quadro de saúde debilitada. Deixa o esposo, quatro filhos e sete netos.

“Ela ensinou o amor, a valorização pela literatura, educação e também a importância dos momentos de confraternização com a família”, diz Teresa.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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