Descrição de chapéu Obituário Maria Aparecida de Oliveira (1923 - 2021)

Mortes: Dedicaram a vida à fé e a ajudar ao próximo

Três freiras do mesmo convento, em Botucatu, foram vítimas da Covid-19 em uma semana

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São Paulo

Toda uma vida dedicada à fé. Uma, não. Três. Em uma semana, no Convento das Servas do Senhor, em Botucatu (a 210 km de São Paulo), três freiras morreram em decorrência da Covid-19.

Irmã Maria Aparecida de Oliveira, 97, foi a primeira, no dia 31 de janeiro. Quatro dias depois, em 4 de fevereiro, irmã Maria Nilda dos Reis, 80; e, por fim, irmã Luiza Conceição Ferreira, 87, dois dias depois.

Irmã Maria Aparecida de Oliveira
Irmã Maria Aparecida de Oliveira - Arquivo Pessoal

No total, 11 freiras da congregação, que se dedica a “manifestar o amor de Cristo servidor a exemplo de Maria”, foram contaminadas pelo surto da doença no convento, segundo a Arquidiocese de Botucatu. No convento, eram 21 freiras antes das mortes.

A mais velha de todas, irmã Maria Aparecida de Oliveira era muito querida por todos da congregação. “Sua vida era o Evangelho vivo”, diz irmã Fátima Garcia Leal, superiora do convento, ainda abalado pelas perdas.

Maria Nilda dos Reis
Maria Nilda dos Reis - Arquivo Pessoal


Dona de um sorriso contagiante, irmã Maria Nilda dos Reis tinha alma de missionária.

“De profunda unidade com Deus e zelo pelos desfavorecidos, não media esforços para levar sempre uma mensagem de esperança a todos que encontrava. Tinha grande amor a Cristo eucarístico e ao Cristo presente nos irmãos”, afirma a religiosa.

Irmã Luiza Conceição Ferreira, morta em decorrência da Covid-19
Irmã Luiza Conceição Ferreira, morta em decorrência da Covid-19 - Arquivo Pessoal

Mal acabavam de absorver as duas notícias, e as Servas do Senhor viram mais uma freira do convento não resistir ao vírus que na época já havia matado mais de 254 mil pessoas no Brasil.

Mulher de riso aberto e alma missionária irmã Luiza Conceição Ferreira “se dedicou muito à renovação Carismática, participou no início da caminhada da fé em Botucatu”, diz irmã Fátima.

Segundo a superiora, Luiza gostava muito de cantar. “Usava desse lindo dom a serviço do Reino. Alma de oração e grande contato com o povo. Verdadeira serva do Senhor que na simplicidade e no silêncio deixa marcas de amor a Deus e ao próximo”, afirma.


As três deixam irmãos, irmãs e sobrinhos, além de saudades em toda a congregação.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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