Descrição de chapéu Obituário Andréa Klautau de Amorim (1966 - 2021)

Mortes: Foi médica e segunda mãe de pais, irmãos e sobrinhos

Andréa Klautau de Amorim cuidava de todos ao seu redor e amava reunir a família

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Rodrigo Vizeu Klautau de Amorim
Belém

Andréa tinha 12 filhos. Era assim que chamava seus sobrinhos, para só depois, e eventualmente, explicar que era tia deles.

Era dessas segundas mães que pedem para o filho tomar cuidado com a chuva e avisar que chegou bem em casa. Acompanhava educação e trabalho, queria saber as novidades, conhecia os amigos, dava conselhos, fazia vontades, dizia sempre que amava e não dourava a pílula na hora de cobrar e repreender. Ao ligar nos aniversários, tinha como costume cantar o parabéns completo duas vezes —só depois a conversa começava.

Por vocação pessoal e profissional, os cuidados da médica paraense se estendiam a seus pais, Antonino, 84, e Altair, 82, e aos cinco irmãos. Fazia questão de sempre ajudá-los e de acompanhar sua saúde. A personalidade carinhosa e a disposição em apoiar os outros se juntavam a sua outra característica fundamental: manter a família, de Belém (PA), próxima e reuni-la sempre que possível, mesmo que Andréa estivesse radicada em São Paulo havia mais de 30 anos.

Andréa Klautau de Amorim
A médica Andréa Klautau de Amorim - Arquivo pessoal

Formada em medicina pela Universidade Federal do Pará, especializou-se em pediatria no Hospital do Mandaqui (zona norte de SP) e pneumologia na Escola Paulista de Medicina, tendo trabalhado também na UTI infantil do Mandaqui. O estudo das alergias a aproximou da dermatologia, mais uma área na qual se especializou e em que atuava havia duas décadas. Uma de suas alegrias era ter duas sobrinhas médicas, uma hoje residente em pediatria e a outra em dermatologia.

A juventude em São Paulo foi em parte vivida com duas amigas, também médicas. O trio dividiu um apartamento e detestava que ele fosse chamado de república por considerar essa uma forma excessivamente fria de chamar aquilo que via como um lar compartilhado.

Após morar e trabalhar em diferentes endereços da capital paulista, Andréa se orgulhava de ter desenvolvido um mapa mental do trânsito da cidade antes de aplicativos tornarem fácil demais a vida de amadores.

De São Paulo apreciava teatros, cinemas, livrarias e, sobretudo, restaurantes. Tinha por hábito tratar com simpatia acima da média quem anotava seus pedidos, interrogando garçons sobre os melhores pratos e quais eram os seus preferidos. A estratégia rendia frutos: por vezes tinha acesso a sobremesas ausentes dos cardápios, segredo agora a ser protegido por aqueles que tiveram o privilégio de dividir uma mesa com ela.

Além de pais, irmãos e sobrinhos, Andréa deixa, cedo demais, 15 tios, 79 primos de primeiro grau e dezenas de outros familiares de quem foi bastante próxima e que guardam seu legado de carinho, amor e cuidado.

Duas missas de sétimo dia em homenagem a ela, que era devota de Nossa Senhora de Nazaré e de São José, serão rezadas nesta quinta-feira (25). Uma delas será às 11h30, no Santuário Nossa Senhora de Fátima em Santo Amaro, em São Paulo, com transmissão pelo canal da igreja no YouTube, e a segunda será às 18h na Basílica de Nazaré, em Belém, também com transmissão online e pela TV Nazaré.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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