Descrição de chapéu Obituário Dirce de Quevedo dos Santos (1926 - 2021)

Mortes: De sorriso forte, dissolveu as amarguras da ditadura

Dirce de Quevedo dos Santos era considerada referência de força, dedicação, o refúgio e porto seguro da família

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São Paulo

O sorriso forte no rosto encobria as lembranças de um período turbulento da vida de Dirce de Quevedo dos Santos.

Ela sofreu e enfrentou junto com o marido, Guarino Fernandes dos Santos, líder sindical, e os filhos, a violência da ditadura militar. Tornou-se referência de força e dedicação para os familiares e aqueles que a conheceram.

Dirce era natural de Sorocaba (a 99 km de SP). Acolhedora, carinhosa, boa cozinheira e ágil no tricô, em companhia das amigas organizava bazares no Sesc (Serviço Social do Comércio) para onde levava suas peças.

Dirce de Quevedo dos Santos (1926-2021)
Dirce de Quevedo dos Santos (1926-2021) - Arquivo pessoal

“Ela foi o armário de doces da minha vida, a cocada e a rabanada do Natal que eu nunca mais vou ter”, diz a neta Marisa Peres Fernandes dos Santos, 48, advogada.

Dirce teve seis filhos, entre eles, Antonio Neto, presidente municipal do PDT (Partido Democrático Trabalhista) em São Paulo e da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros). Neto foi candidato a vice-prefeito na chapa do Márcio França nas eleições do ano passado.

Entre os dissabores que a vida colocou em seu caminho, estão a perda do marido, em 1987, e do filho Carlos, no início dos anos 2000. O rapaz sofreu um ataque cardíaco e caiu em seus braços.

Dirce tornou-se um centro de fortaleza, segundo Marisa. Aceitou as adversidades e seguiu em frente. “Ela foi o refúgio e o porto seguro da família.

Vaidosa, cuidava muito bem dos cabelos brancos, que apresentavam uma tonalidade lilás em algumas mechas. Gostava de cremes, batom, manter as unhas bem feitas.

Dirce havia tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19 no início de março, mas menos de dez dias depois foi internada.

Ela morreu no dia 1º de abril, aos 94 anos, por complicações da doença. Deixa três filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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