Descrição de chapéu Obituário Einhart Jácome da Paz (1953 - 2021)

Mortes: Fez grandes campanhas políticas e publicitárias

Einhart Jácome da Paz teve trabalhos de relevo no Brasil e na Europa

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São Paulo

Nas redes sociais, o publicitário Einhart Jácome da Paz compartilhava posts favoráveis à vacina contra a Covid-19. Ativista do isolamento social, seguia todos os protocolos de proteção contra a doença e fiscalizava a família para que todos fizessem o mesmo.

Esbanjava saúde e boa forma física. Corria cinco quilômetros diariamente e praticava outros exercícios físicos. Einhart não tinha doenças preexistentes.

Contraiu Covid-19 e foi internado no hospital Albert Einstein. No 15º dia, já de alta para o quarto, sofreu hemorragia intestinal por conta dos anticoagulantes. Durante procedimento para contê-la, uma parada cardíaca culminou na sua morte, no dia 14 de abril, aos 67 anos.

Paulistano e de família humilde, Einhart utilizou duas ferramentas para construir uma trajetória de sucesso e bons exemplos: talento e esforço próprio.

Einhart Jácome da Paz (1953-2021)
Einhart Jácome da Paz (1953-2021) - Reprodução/Facebook de Einhart Jacome da Paz

Na década de 1970, formou-se em publicidade e desde então ganhou espaço na profissão que escolheu.

Publicitário, diretor de cinema e estrategista de marketing, Einhart teve atuação emblemática em campanhas políticas. Entre seus clientes estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati, Ciro Gomes, o senador Eduardo Braga, o ex-governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho. Ele também ajudou na eleição de José de Filipi Jr (PT) à Prefeitura de Diadema.

Seu último trabalho foi para Vitor Valim, atual prefeito de Caucaia (CE).

Na Europa, fez campanhas relevantes, entre elas a de José Manuel Durão Barroso, primeiro ministro de Portugal no início dos anos 2000.

Também passou pelo Grupo Pão de Açúcar e trabalhou para marcas como o Banco Noroeste, Gessy Lever, Omo, Johnson & Johnson e Castrol.

A analista de sistemas Diva Jácome da Paz Sanches, 69, sua irmã, conta que Einhart nunca se distanciou da família, mesmo com o trabalho consumindo boa parte de seu tempo.

“Emocionalmente, estava sempre conosco. Ele era generoso, solidário, atencioso e extremamente presente. Tinha sede de realizações e muitos planos. Nunca pensou em encerrar a carreira”, diz.

Einhart deixa a companheira, três filhos, a irmã e três sobrinhos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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