Descrição de chapéu Obituário Marlene Braga Pachioni (1946 - 2021)

Mortes: Talentosa com números e esfihas, foi a alegria do lar

Marlene Braga Pachioni adorava matemática e contabilidade

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São Paulo

Números e planilhas atraíam a paulistana Marlene Braga Pachioni. Apesar de ter estudado até o primeiro grau, sua habilidade com a matemática e a contabilidade impressionavam a família, em especial as filhas Ana Paula e Kelen, que sugeriram à mãe cursar supletivo e faculdade de contabilidade após a pandemia de Covid-19.

“Além de adorar matemática e contabilidade, minha mãe era muito organizada. Fazia planilhas para controle dos seus custos”, conta a pedagoga Ana Paula Braga Pachioni, 48, uma das filhas.

Marlene teve uma infância feliz, mas sem luxos. Quando criança, morou com os pais —caminhoneiro e dona de casa— na Vila Maria (zona norte). Ao longo da vida, alimentou recordações dos momentos felizes, como os bailes que frequentava e os amigos.

A responsabilidade começou cedo, por volta de 12 anos de idade. Entre os locais que trabalhou, um foi motivo de orgulho: a tecelagem Santa Constância, da família da consultora de moda Costanza Pascolato.

Marlene Braga Pachioni (1946-2021)
Marlene Braga Pachioni (1946-2021) - Arquivo pessoal

Foi, por mais de 50 anos, casada com Grafil Pachioni, 79. Após o matrimônio, com as filhas nascidas, teve muitos trabalhos: foi vendedora de pastel, fez tricô para lojas, trabalhou como telefonista num condomínio e cuidou de duas crianças para a mãe trabalhar. Juliana e Lidiane eram consideradas como filhas.

Marlene representava a estrutura e a alegria da família. Perto dos netos, voltava à infância. Na chácara da família, em Igaratá (a 77 km de SP), andava de carrinho com os pequenos. Preparava esfihas tão bem que os netos pediam como presente de aniversário.

Até o início da pandemia de Covid-19, Marlene e o marido moravam em Luiz Antônio (a 273 km de SP). Para não ficar sozinho, o casal veio a Guarulhos (Grande São Paulo).

Marlene foi infectada e não resistiu às complicações da Covid-19. Ela morreu dia 5 de abril, aos 74 anos.

Seu corpo foi cremado. Uma parte das cinzas está no túmulo dos pais e a outra numa urna biodegradável que se transformará em uma árvore de flores amarelas.

Dos muitos conselhos que sua doçura permitiu deixar, dois ficarão na memória da família. Um é o aprendizado do perdão. O outro arranca sorrisos de todos quando lembram do que dizia: arrume a cama, senão o anjo da guarda fica dormindo.

Marlene deixa o marido, duas filhas, a irmã, Maria Antonieta, netos, bisnetos, sobrinhos e afilhados.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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