Descrição de chapéu Rio de Janeiro tiktok

Detento tinha rotina de tiktoker no Rio; veja vídeo

Homem tinha 8.000 seguidores ao mostrar na rede social a rotina do presídio; secretária diz que ele foi identificado e transferido

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Rio de Janeiro

Um detento de um presídio no norte do estado do Rio mantinha uma rotina de influenciador digital dentro da prisão. Com mais de 8.000 seguidores, ele compartilhava no TikTok o dia a dia no local através de um celular —item proibido para os presos.

Com o aparelho, ele registrava cenas de sua rotina, como a faxina nas celas, as refeições e as atividades durante o banho de sol no presídio Dalton Crespo, que fica na cidade de Campos dos Goytacazes (que fica 220 km a nordeste da capital do estado).

Imagem de um misto-quente sendo preparado e de uma faxina sendo feita
Preso no Rio de Janeiro usava TikTok para compartilhar rotina na cadeia - (Foto: Reprodução/Rede Social )

Publicado na segunda (1º), o último registro mostra um preso preparando um misto quente. Com 438 mil visualizações até a tarde desta quarta (3), o vídeo mais visto do canal mostra os detentos sentados nas camas de uma cela. Sobre eles, é possível ver varais com roupas penduradas.

Nas legendas que acompanham as imagens, o preso deseja bom dia aos seguidores e pede a proteção de Deus. Ele tinha ainda o hábito de responder os comentários que recebia no aplicativo.

A Secretaria de Administração Penitenciária disse que realizou na tarde de segunda uma revista na unidade em que os vídeos foram feitos e que identificou o detento responsável pela conta —seu nome não foi divulgado.

Segundo a pasta, ele foi transferido já na terça (2) para o presídio de segurança máxima Laércio da Costa Pellegrino, que fica no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.

A operação na unidade encontrou ainda 17 celulares, 13 chips e uma quantidade pequena de drogas.

Por meio de nota, o secretário de Administração Penitenciária, Fernando Veloso, disse ser intolerável que os detentos continuem tendo acesso ao mundo exterior. "Vamos intensificar as ações de repressão e punir quando descobrirmos os envolvidos no ingresso desses materiais não permitidos na unidade."

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