Descrição de chapéu Obituário Isabel Florido Martins (1931 - 2021)

Mortes: Mãe dedicada, incentivou os estudos e os talentos dos filhos

Isabel Florido Martins ensinou a importância da honestidade para a família

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São Paulo

A paulistana Isabel Florido Martins viveu para a família. Filha de imigrantes espanhóis, sempre incentivou a educação dos filhos —isso apesar dela mesmo ter estudado apenas até o que hoje é o quinto ano do ensino fundamental.

De costumes simples, Isabel foi dona de casa durante a vida. Dos afazeres domésticos, cozinhar era a atividade preferida. "O rocambole de presunto e queijo que fazia ninguém esquecerá", afirma o jornalista Flávio Augusto Florido Martins, 51, um dos filhos.

No bairro onde morava, o Brás (região central da capital paulista), conheceu aquele que seria seu marido, Oswaldo Martins, também descendente de espanhóis.

Isabel Florido Martins (1931-2021)
Isabel Florido Martins (1931-2021) - Arquivo pessoal

Tempos após o casamento, o casal mudou-se para a Mooca (zona leste). Da união, nasceram três filhos.

Oswaldo morreu cedo, antes de completar completar 50 anos. O filho mais novo, Flávio, tinha apenas 4 anos.

Isabel virou a chefe da família e, para ajudar no sustento da casa, realizou pequenos trabalhos informais, conta Flávio.

Com a morte do marido, seguiu a vida sem um novo companheiro. Dedicou-se aos filhos, sempre atenciosa nos cuidados, mas séria e severa.

Correta e honesta, os educou para que seguissem seus preceitos. "Ela era brava e não aceitava nada errado", diz Flávio.

Como não queria ver os filhos ociosos, estimulava seus talentos e suas vontades. Além da escola, todos faziam outras atividades. Assim como a filha Vera, Isabel pegou gosto pelo piano e tocava lindamente. "As vezes, passava a tarde no piano com a minha irmã", afirma.

As conquistas dos filhos eram motivo de orgulho e fazia questão de contar às outras pessoas. A eles ensinou a importância de estar bem consigo, não prejudicar o próximo e ser o mais correto possível.
Isabel morreu dia 26 de novembro, aos 90 anos. Dormiu e não acordou. Viúva, deixa três filhos, netos e bisnetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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