Descrição de chapéu Obituário Gidevaldo Silva Ribeiro de Souza (1947 - 2021)

Mortes: Viveu intensamente com a família e gostava de acordar cantando Gil

Gidevaldo Ribeiro trabalhou no extinto Banco Nacional da Habitação

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Durante muitas manhãs uma brincadeira em família prevaleceu. Gidevaldo Ribeiro acordava e inventava uma banda sem instrumentos. Funcionava assim: cada um fingia que tocava alguma coisa e o dia começava em uma alegria só.

Nascido em Ubaitaba, no interior da Bahia, Gidevaldo era o mais velho de oito filhos. Para ajudar a mãe, que tinha se separado do pai, começou a trabalhar aos 11 anos.

Imagem em primeiro plano mostra homem de óculos e camisa polo sorrindo
Gidevaldo Silva Ribeiro de Souza (1947-2021) - Arquivo pessoal

Quando completou 18 anos, se mudou para Salvador sozinho e ingressou na Universidade Federal da Bahia no curso de economia. Nessa época, conheceu a estudante de história Sônia Pereira Ribeiro, com quem se casou pouco tempo depois.

O país vivia o período de ditadura militar e, os então estudantes Gidevaldo e Sônia foram às ruas. Por consequência, foram perseguidos pelos militares.

"Em 1968, estávamos na faculdade e participamos ativamente de movimento estudantil. [Os anos de] 1968 e 1969 foram muito difíceis", afirma a agora viúva Sônia. O casal teve quatro filhos: Fabiano, João Paulo, Leonardo e Ana Luisa.

Imagem em primeiro plano mostra oito adultos e quatro crianças posando para foto.
Gidevaldo Silva Ribeiro de Souza (1947-2021; ao fundo de óculos) com a família - Arquivo pessoal

Gidevaldo trabalhou durante muitos anos no extinto BNH (Banco Nacional da Habitação). Ele coordenava a carteira de habitações populares. A sua função era a de liberar as linhas de financiamento para os projetos que as construtoras apresentavam.

Por ter começado a trabalhar com carteira assinada muito cedo, conseguiu se aposentar aos 46 anos.

Com o tempo, se separou de Sônia, casou novamente e teve outra filha, Mariana. Depois, se separou mais uma vez.

Depois de aposentado, passou a dar consultorias, primeiro para o município de Camaçari, depois para a prefeitura de Salvador e para o Banco Mundial.

"[Nessa época,] ele se casa novamente com minha mãe [Sônia] e se aproxima demais dos filhos e netos", afirma o filho Leonardo. "Ele viveu a família nos últimos tempos intensamente, com uma relação com netos, que o chamavam de vovô Gigi, maravilhosa de carinho".

Algumas das lembranças que Leonardo guarda do pai é o de uma pessoa muito alegre que gostava de cozinhar e acordava cantando músicas de Gilberto Gil.

Recentemente, Gidevaldo, que estava internado por causa da Covid, não resistiu a uma infecção pulmonar grave e morreu no dia 22 de novembro. Ele deixa mulher, cinco filhos e cinco netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missa

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Tópicos relacionados

Leia tudo sobre o tema e siga:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.