Descrição de chapéu réveillon

Apesar da chuva, turistas e comerciantes lotam Copacabana na virada

Réveillon contou com 25 torres de som e queima de fogos que durou 16 minutos

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Rio de Janeiro

Nem o mau tempo afastou turistas e comerciantes da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, um dos destinos mais procurados do Brasil para passar a virada. Enquanto uma chuva fina caía sobre a praia, banhistas mergulhavam no mar, e vendedores ambulantes vendiam bebidas e capas de chuva no calçadão.

Moradora de São Paulo, Diulia Soares, 24, disse que iria passar o Réveillon em Florianópolis, mas que decidiu mudar de ideia e não se arrepende da decisão. "Comigo não tem tempo ruim. A gente já está aqui, então não vamos ficar no hotel só por causa da chuva. A gente veio se divertir", contou a auxiliar administrativa, que passou a virada em Copacabana, onde houve 16 minutos de queima de fogos.

Esse ano, o espetáculo foi precedido por um manifesto da cantora Teresa Cristina. Ao todo, foram usadas 14 toneladas de explosivos, depositados em 10 balsas ao longo da orla.

Banhistas aproveitaram a virada e entraram no mar para comemorar a chegada de 2022 - Tércio Teixeira/Folhapress

Na avenida Atlântica, 25 torres de som tocaram música ambiente, cuja curadoria ficou a cargo do DJ MAM. Em razão da pandemia, não houve apresentações, como costuma ocorrer.

Para o Réveillon, a Secretaria de Ordem Pública montou um efetivo formado por 1.432 guardas municipais. A operação buscava fiscalizar irregularidades como o cercamento de faixas de areia por quiosques e fiscalizar restrições de estacionamento.

Pouco antes da virada, quatro pessoas foram esfaqueadas. Os feridos receberam atendimento em postos da Secretaria Municipal de Saúde instalados na orla e dois deles precisaram ser encaminhados para hospitais da cidade. Também houve relatos de tentativas de arrastão.

Taís Cassol, 30, veio do Rio Grande do Sul para passar o Réveillon no Rio e contou que as expectativas estavam altas apesar da chuva. "Acho que ela não vai estragar a virada. Nós estamos animadas para os fogos embora vá ser um ano atípico porque não vai ter show", disse a analista financeira. "O mau tempo não atrapalha."

O empresário Andrews Oliveira fez coro à opinião de Taís. "A gente está aqui e tem que aproveitar. Na segunda-feira, o ano começa e tem que trabalhar. Então, é importante aproveitar esse final de semana", disse ele, acrescentando que está apreensivo em razão das eleições de 2022.

"Vai ser um ano complicado por causa da política, mas a gente espera que as coisas melhorem. A gente depende muito mais do que a gente planta no dia a dia do que propriamente do cenário político."

No calçadão de Copacabana, Paulo Vitor, 29, aproveitava o mau tempo para vender capas de chuva. O vendedor ambulante disse que o Réveillon é uma boa oportunidade para aumentar os lucros. "Eu quero vender tudo para o ano já começar bem, com dinheiro no bolso. Como não teve nada, o ano passado foi muito fraco. Se tivesse show seria ótimo, mas só de ter os fogos esse ano já melhora."

O Réveillon do Rio foi cercado de idas e vindas em virtude da pandemia. Inicialmente, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), havia anunciado que a festa estava cancelada. "Tomo a decisão com tristeza, mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias", disse ele no começo de dezembro, em publicação no Twitter.

Dias depois, porém, ele recuou e disse que teria queima de fogos em Copacabana e em outros nove pontos da cidade. "O que nós tivemos como premissa é ter espetáculos de fogos de artifício que sejam visíveis de diversos pontos da cidade, porque queremos uma festa o mais democrática possível e nosso desejo é não ter muita concentração de pessoas em Copacabana", afirmou ele.

Para evitar lotação na praia na hora da virada, a Prefeitura criou uma série de restrições no trânsito. Às 19, houve bloqueio para a entrada de carros em Copacabana. Já às 20, teve início o bloqueio do transporte público. Às 22h, a restrição ao bairro foi total.

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