Descrição de chapéu previsão do tempo

Cidade de São Paulo pode ter o dia mais quente para um mês de maio nesta quinta (2)

Previsão é que termômetros cheguem a até 33ºC na capital paulista; bloqueio atmosférico mantém estado sob sol, ar seco e temperaturas acima da média

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São Paulo

A cidade de São Paulo poderá ter nesta quinta-feira (2) o dia mais quente para um mês de maio, ao menos desde 1943, quando começaram as medições meteorológicas regulares no mirante de Santana, na zona norte paulistana.

O alerta foi feito pela meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo. Segundo ela, a maior marca para o mês foi registrada em 3 de maio de 2001, com 31,7°C.

Jovens aproveitam o dia de sol na piscina do CEU Butantã, na zona oeste de São Paulo; previsão de sol para este fim de semana - Zanone Fraissat - 16.mar.24/Folhapress

O estado de São Paulo, assim como outras regiões do país, enfrenta uma onda de calor, quando as temperaturas ficam a partir de 5°C acima da média por ao menos cinco dias seguidos.

O meteorologista Ernesto Alvin Grammelsbacher, do Inmet, explica que a onda de calor deve persistir pelo menos até sábado (4). Entretanto, o especialista afirma que análises do instituto indicam temperaturas elevadas e sem previsão de chuva até a próxima terça-feira (8).

A média máxima para o mês de maio é de 23,4°C, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo.

Nesta quarta-feira (1º), a temperatura máxima provisória registrada pelo Inmet na estação meteorológica de Santana foi de 31°C. A marca acabou anotada às 15h, mas pode sofrer atualizações com medição manual que seria feita à noite.

"São Paulo está dentro um forte bloqueio atmosférico que vem mantendo o estado com sol, ar seco e temperaturas muito acima do normal para esta época do ano", afirma Pegorim.

Gráfico com altos e baixos na temperatura
Variação da temperatura na estação meteorológica do mirante de Santana, na zona norte de São Paulo, nesta quarta-feira (1º) - Reprodução/InMET

Conforme o CGE, a umidade relativa do ar na região da Sé, no centro da capital, caiu para 31% nesta quarta.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana. Além do ressecamento das vias aéreas, a poluição acaba piorando as doenças respiratórias.

Por isso, a indicação é de as pessoas abusarem da hidratação e evitarem ficar expostos diretamente ao sol entre 11h e 16h. Depois desse horário, há a chegada da brisa marítima, que causa um ligeiro aumento de nebulosidade e diminui um pouco a temperatura, mas sem condição para chuva.

Conforme a meteorologista da Climatempo, o bloqueio atmosférico deve continuar nos próximos dias e vai afastar mais uma frente fria do interior do estado.

A nova frente fria, afirma, passa pelo litoral paulista na sexta-feira (3), podendo provocar algumas pancadas de chuva isoladas e passageiras, mas sem fechar completamente o tempo.

Na Grande São Paulo e em regiões como vale do Paraíba, Vale do Ribeira, a passagem da instabilidade deverá provocar apenas aumento da nebulosidade e uma ligeira queda da temperatura. "Mas os paulistas não devem esperar por 'friozinho de outono'", diz.

De acordo com as previsões do Inmet, o fim da semana será quente na cidade de São Paulo. Entre sexta-feira e domingo (5), as máximas no município devem variar entre 30°C e 31°C, com dias ensolarados e secos.

"Todas estas temperaturas são extremamente altas para os padrões de maio", afirma a meteorologista da Climatempo.

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