Descrição de chapéu Chuvas no Sul

Sobe para mais de 500 mil o número de desalojados por chuvas no Rio Grande do Sul

Número de afetados já ultrapassa 2 milhões; boletim da Defesa Civil não aponta aumento em mortes e desaparecidos

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São Paulo

Mais de 537 mil pessoas estão desalojadas devido às fortes chuvas, e as destrutivas e persistentes inundações no Rio de Grande do Sul. Houve um salto no número na atualização mais recente do boletim da Defesa Civil do estado, divulgado neste sábado às 18h.

A última atualização, ao meio dia também deste sábado, apontava 339.928 desalojados.

O número de afetados também teve um considerável incremento, passando de 1,9 milhão (de 9h deste sábado) para 2,1 milhões.

O número de mortos e desaparecidos, porém, manteve em relação ao boletim anterior. São 136 mortes e 125 desaparecidos, até o momento. Há, ainda, 806 feridos.

Ruas alagadas em Canoas, no Rio Grande do Sul - Amanda Perobelli -06.mai.24/Reuters

Conforme o novo boletim, também há 81 mil pessoas em abrigos montados para socorrer as vítimas que não têm para onde ir —cerca de 10 mil abrigados a mais do que no boletim anterior. Dos 497 municípios gaúchos, 445 acabaram afetados pela tragédia.

Também são ao menos 281.317 pontos sem energia e 193.164 imóveis continuam sem água no estado.

A tragédia tem sido comparada ao furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans, na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais de mil mortes.

Profissionais de saúde apontam semelhanças entre as duas tragédias, como falta de prevenção de desastres naturais e inexistência de uma coordenação centralizada de decisões. Colapso nos hospitais, dificuldade de equipes de saúde chegarem aos locais de trabalho e desabastecimento de medicamentos e outros insumos são outras semelhanças apontadas.

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS

  • 136 mortes
  • 125 desaparecidos
  • 806 feridos
  • 81.043 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
  • 537.380 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público –pode ter ido para casa de parentes, por exemplo)
  • 2.115.416 pessoas afetadas no estado

O nível da água do lago Guaíba, que inundou a capital Porto Alegre, caiu para 4,59 metros na medição do cais Mauá às 18h deste sábado, conforme informações da Ceic (Centro Integrado de Coordenação de Serviços). No sábado (4), ele havia chegado a 5,30 metros, conforme o Ceic.

O lago é considerado inundado quando atinge 3 metros de altura. Há um alerta que é emitido quando o nível da água está em 2,5 metros.

SAIBA A DIFERENÇA DOS TERMOS

Afetado: Qualquer pessoa que tenha sido atingida ou prejudicada por um desastre, como feridos, desalojados, desabrigados e pessoas que perderam sua fonte de renda

Desalojado: Pessoa que foi obrigada a abandonar temporária ou definitivamente sua habitação, em função de evacuações preventivas, destruição ou avaria grave, decorrentes do desastre, e que, não necessariamente, carece de abrigo provido pelo sistema

Desabrigado: Desalojado ou pessoa cuja habitação foi afetada por dano ou ameaça de dano e que necessita de abrigo provido pelo Estado

Fonte: Glossário de Defesa Civil

Por isso, mesmo com a diminuição no volume de água do Guaíba, ruas e avenidas da capital gaúcha continuavam alagadas nesta quinta.

Ao mesmo tempo, o governo gaúcho alertou na segunda-feira para o risco de enchentes nos municípios localizados às margens da Lagoa dos Patos. A água que bloqueia ruas da região metropolitana desce pela lagoa em direção ao mar, o que pode acontecer rapidamente ou de forma mais lenta, dependendo da direção do vento.

A volta da chuva e de ventos fortes à região de Porto Alegre nesta quarta-feira (8) fez a prefeitura paralisar o resgate das vítimas das enchentes históricas. A previsão, segundo o Inmet, é que a temperatura caia no Rio Grande do Sul nesta semana.

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