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20/10/2010 - 00h00

Carminda Nogueira de Castro Ferreira (1921-2010) - A ativa bibliotecária de Portugal

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ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Ao saber que o filho mais velho não fora aprovado em engenharia, Carminda Nogueira de Castro Ferreira teve uma ideia para consolá-lo: propôs fazer com ele o curso de biblioteconomia recém-aberto em São Carlos (SP).

Leia sobre outras mortes

Portuguesa que chegou ao Brasil em 1948, já casada e com o quarto filho na barriga, ela já era doutora em letras românticas pela Universidade de Coimbra. Após concluir os estudos com o filho, em 1964, tornou-se sumidade em biblioteconomia.

Na família, oito acabaram virando bibliotecários _apenas três atuam hoje na área.

No começo, quando chegou ao país para ajudar a tocar uma serraria que a família tinha por aqui, deu aulas de bordado, ensinou a fazer quitutes, cultivou flores e fez arranjos para casamentos.

Na década de 50, trouxe de Portugal a imagem de Nossa Senhora de Fátima, recebida em São Carlos com festa.

Ativa, conseguiu autorização para lecionar português, francês e latim. De 1952 a 1985, foi professora num colégio. Também deu aulas na Escola de Biblioteconomia, que dirigiu por 12 anos.

O marido, Oscar, cônsul de Portugal, durante um período assumiu a Secretaria da Cultura da cidade. O casal foi responsável por levar espetáculos culturais a São Carlos.

De 1979 até 2010, deu consultoria ao Itaú, Duratex e TAM, entre outras. Foi ainda consultora da ONU e Unesco para assuntos documentais.

Na quinta, morreu aos 89, em decorrência de complicações de um câncer. Teve 11 filhos, 33 netos e 13 bisnetos. A missa de sétimo dia será amanhã, às 19h30, na paróquia São João de Brito, SP.

 

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