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11/03/2011 - 00h10

Isolda S.B. Bruch (1919-2011) - Pianista paulistana e professora

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ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Uma visita à sala da casa de Isolda Silla Bassi Bruch, onde ela mantinha dois pianos, é como uma volta no tempo. Os móveis e os quadros são antigos, e as bonecas de sua infância estão organizadas no canto do sofá.

Leia sobre outras mortes

"Parecia um portal para a primeira metade do século 20", lembra a jornalista Marcia Pimenta. Ela e o marido, o escritor Marcus Aurelius, fizeram uma série de entrevistas com a dona da casa para escrever sua biografia. Isolda, filha de um italiano e de uma alemã, foi uma pianista.

Seu pai, o pintor Torquato Bassi, organizou pela primeira vez uma exposição coletiva de artes em SP, em 1911.

Ela, paulistana, logo aos 17 anos mudou-se para a Europa, para estudar piano. Por causa da guerra, teve de interromper os estudos. De volta, tocou nas rádios Guanabara e Roquette Pinto, no Rio, e na Cruzeiro, em SP.

Em 1950, casou-se com o pianista alemão Hans Bruch, que fora seu professor --por isso tinha dois pianos em casa. Em 1968, ficou viúva. Assim como o marido, também lecionou e orientou cursos de professores. Elaborou inclusive um método de ensino.

Ultimamente, lamentava a falta de interesse pelo aprendizado da música erudita.

Tinha o gênio forte e a irreverência do pai com o perfeccionismo e a disciplina da mãe, diz a jornalista Marcia.

Em casa, deu aulas até quando a saúde permitiu.

Estava com câncer. Morreu em 21 de fevereiro, aos 91, sem filhos. Em sua homenagem, haverá um recital da pianista Lídia Bazarian hoje, às 20h30, no teatro da Faculdade Santa Marcelina, na rua Dr. Emilio Ribas, 89, em SP.

 

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