Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
01/07/2011 - 00h10

Maria Lúcia Mott (1948-2011) - Cuca Mott, historiadora e escritora

Publicidade

ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

A tese de doutorado defendida por Maria Lúcia de Barros Mott na Faculdade de História da USP, no anos 90, resgatava a trajetória da primeira parteira diplomada no Brasil: Madame Durocher.

Leia sobre outras mortes

Aproveitando-se da pesquisa feita para esse trabalho, Cuca, como era chamada, resolveu escrever ficção. Em meados dos anos 90, "O Romance de Ana Durocher" saiu pela editora Siciliano.

Publicar livros era coisa comum na família. Sua mãe, Odette de Barros Mott, foi uma conhecida autora de mais de 60 obras de literatura infantojuvenil. A própria Cuca chegou a se aventurar escrevendo para crianças.

O tema principal ao qual se dedicou, porém, foi a história da saúde. Deu aulas na Faculdade Adventista de Enfermagem, foi pesquisadora do Centro de Memória do Instituto da Saúde e, ultimamente, era do Laboratório de História da Ciência do Instituto Butantan, em São Paulo.

Sua obra tem ainda dois livros paradidáticos e a biografia de Pérola Byington, cuja filha era sua amiga --o que lhe permitiu acesso privilegiado ao arquivo da família.

Cuca também se envolveu com pintura (foi uma das precursoras da pintura na praça da República nos anos 60) e com esculturas em barro.

O marido, o também historiador José Inácio de Melo Souza, conta que a história foi a grande paixão da vida da mulher. Ela gostaria de ter finalizado seu último trabalho, ao qual se dedicou por quatro anos: um livro sobre a história dos hospitais de São Paulo. Não teve tempo.

Morreu no domingo, aos 62, devido a um câncer de pulmão. Deixa uma filha.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página