Relações internacionais é nova graduação da FGV-SP depois de 15 anos

Vestibular para o curso já está com as inscrições abertas para cem vagas

Angela Pinho
São Paulo

Com aulas em inglês e seleção até fora do Brasil, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) abrirá pela primeira vez em 15 anos uma nova graduação em São Paulo.

O vestibular para o curso de relações internacionais já está com as inscrições abertas para cem vagas.

Os candidatos também podem concorrer pelo Enem e, em iniciativa que busca facilitar a vinda de estrangeiros, por provas equivalentes em outros países: o SAT, nos Estados Unidos, o BAC, na França, e o Abitur, na Alemanha.

O objetivo da nova graduação é preparar alunos para as chamadas "carreiras globais", ou seja, para atuação em organismos internacionais como a ONU e a OMC (Organização Mundial do Comércio), em bancos de investimento, empresas multinacionais e ONGs transacionais.

Esse foco será um dos principais diferenciais do programa em relação a outras graduações na área, afirma Matias Spektor, coordenador da recém-inaugurada Escola de Relações Internacionais da FGV e colunista da Folha.

Matias Spektor, coordenador da Escola de Relações Internacionais da FGV
Matias Spektor, coordenador da Escola de Relações Internacionais da FGV - Keiny Andrade/Folhapress

Segundo ele, o mote principal do novo curso da instituição não é a formação do aluno para a carreira tradicional da diplomacia, embora o aluno também vá ser preparado para temas cobrados na prova de ingresso no Itamaraty.

Para desenvolver habilidades que servirão à atuação profissional, serão oferecidos cursos como os de avaliação de impacto de projetos sociais, elaboração de pedidos de recurso para projetos e identificação de notícias falsas com uso de grandes bancos de dados.

Essas aulas tomarão grande parte da grade do curso --120 horas, ao todo-- e deverão ter tema e conteúdo permanentemente atualizados.

Haverá ainda disciplinas que prometem integrar conhecimento teórico com ciência de dados e programação e um "clube de simulações" para preparar alunos para negociações.

A ideia, segundo o coordenador, é preparar o aluno tanto a negociar tanto uma questão importante num organismo internacional como a barganhar um aumento de salário com o chefe, por exemplo.

Parte dos debates e aulas serão em inglês. O objetivo é que o aluno se forme com domínio excelente do idioma, mas é possível ingressar com nível de aprendizado obtido ao longo do ensino médio, diz Spektor.

Outro vetor da graduação serão programa de voluntariado e estágio junto a organismos internacionais durante o verão. De acordo com a FGV, haverá oportunidades na Ásia, na Europa, no Oriente Médio, na América Latina, nos Estados Unidos e no Canadá.

Mais informações sobre o curso e o processo seletivo podem ser obtidas em ri.fgv.br/graduacao/vestibular.

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