53% das vagas oferecidas pelo Fies são ocupadas no primeiro semestre

Inscrições terminaram nesta segunda (1º); programa disponibilizou 46 mil vagas no 2º semestre

São Paulo

Termina nesta segunda-feira (1º) o prazo de inscrição para o Fies, programa do ministério da Educação que financia cursos de graduação em faculdades, institutos e universidades privadas.

As inscrições precisam ser feitas exclusivamente no site do programa federal. Em 2019, o Fies disponibilizou 100 mil vagas para cursos superiores.

No primeiro semestre, 53.400 vagas do Fies foram ocupadas —43.694 estão com contratos firmados e 9.706, em processo de contratação. As 46.600 vagas restantes foram oferecidas neste segundo semestre.

O fundo possui duas modalidades de financiamento, que variam conforme a renda familiar do estudante. A cobertura começa com 50% de subsídio e atinge até 99% do valor do curso pretendido.

Na primeira modalidade poderão se inscrever os estudantes com renda per capita de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 2.994.

A segunda modalidade contempla os estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 4.990).

Além do critério de renda, os tomadores do financiamento terão que ter nota mínima de 450 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e não ter zerado a prova de redação.

Quem tiver a maior nota média do Enem, segundo o MEC, tem mais chance de obter o crédito.

Os selecionados farão o contrato de financiamento entre os dias 10 e 12 de julho. Uma lista de espera será formada entre os dias 15 de julho e 23 de agosto.

PROBLEMAS

Em março, muitos estudantes também tiveram dificuldades para formalizar novos contratos do Fies. O MEC precisou estender o prazo de finalização da tomada de crédito por várias vezes depois de verificar que erros num sistema estavam barrando as novas contratações.

A chamada única do Fies para o primeiro semestre deste ano saiu em 25 de fevereiro. Os estudantes tiveram entre 26 de fevereiro e 7 de março para complementar a inscrição com documentos que atestam que eles preenchem os requisitos do programa federal. Foi nessa etapa que os alunos tiveram problemas.

Reportagem da Folha mostrou parte dos alunos ficou impedida de frequentar as aulas, que já haviam começado há mais de um mês, e até de fazer as provas.

Eles disseram que chegaram a fazer périplos diários por quase um mês em agências bancárias e instituições de ensino na tentativa de resolver a questão.

O problema ocorreu principalmente na obtenção do Documento de Regularidade de Inscrição (DRI) ou de Regularidade de Matrícula (DRM), necessários para a contratação ou continuidade do financiamento.

Por falha na transmissão de dados do governo federal, as instituições de ensino não estavam conseguindo emitir o documento. “Sempre aparece que o sistema do Fies está fora do ar ou que o documento está sem data ou chave de segurança”, disse Sandy da Silva, 21, de Cabedelo (PB).

Por meio de nota, o FNDE disse na ocasião que as falhas ou problemas em seus sistemas podiam levar o MEC a prorrogar o prazo de conclusão da inscrição para até 30 de junho.​

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