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Dicas e ferramentas para não espalhar 'fake news'

Como verificar se o que você recebeu no Whatsapp pode ou não ser verdade

São Paulo

Desde julho o projeto Comprova, coalizão de 24 organizações de imprensa, dentre elas a Folha, vem checando informações que viralizaram nas redes sociais relacionadas a políticas públicas federais.

Como finalização da segunda fase do projeto, o Comprova destrinchou o passo a passo de cinco das verificações realizadas ao longo do semestre.

A maior parte das publicações checadas misturavam dados falsos a informações verdadeiras, dificultando a tarefa de identificar e checar conteúdos enganosos.

Apesar de a verificação de parte delas requerer horas de investigação, com as dicas abaixo já é possível desbancar parte das correntes circulando nos grupos de família neste fim do ano.

E, na dúvida, a melhor dica ainda é não compartilhar o vídeo ou postagem em questão.​

A metodologia utilizada pelo Comprova foi desenvolvida pela First Draft, organização da Universidade Harvard, nos EUA, especializada em buscar estratégias para combater fake news.

A coalizão é coordenada pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), tem patrocínio do Google News Initiative, do Facebook Journalism Project e do WhatsApp e apoio institucional da Faap.

DICAS

Abra o link
Em alguns casos, simplesmente abrir o link da postagem pode ajudar nessa tarefa. Assim é possível ver se o texto é ou não recente. Veja se o título traz a mesma informação do resto do texto.

Busca pelos termos principais
Identifique as palavras que resumem a informação ou o boato e busque por elas no Google ou outro buscador. Há mais textos tratando do tema? Os sites em que elas foram publicadas são confiáveis?

Equipe do site
Outra dica importante é analisar a equipe responsável pelo site e o tipo de conteúdo que ele publica. Em sites jornalísticos, essa informação geralmente fica no "Expediente".

Fonte da informação
É importante também ler o texto inteiro e buscar entender qual é a fonte da informação. Muitas postagens falsas não citam nenhuma fonte. No entanto, sozinho, o fato de um texto não mencionar a fonte não significa que a informação é falsa, a própria Constituição prevê o sigilo da fonte para atividade jornalística. Por isso é importante analisar onde a informação foi publicada originalmente e se os outros conteúdos publicados parecem confiáveis.

FERRAMENTAS

Como saber se uma imagem pode ser antiga?
Com o Google Imagens, é possível procurar se a imagem que estão compartilhando já apareceu antes em outros sites. É comum que postagens falsas usem fotos antigas como se fossem atuais ou em contextos errados. Uma foto em outro país pode estar sendo divulgada como sendo no Brasil, por exemplo.

E se for um vídeo?
Também é possível procurar se um vídeo já foi publicado anteriormente. A ferramenta "Invid" foi criada justamente para ajudar a verificar isso. Com ela, é possível capturar cenas congeladas de um vídeo e, em seguida, buscar por essas imagens na internet. A ferramenta é gratuita, mas só está disponível em inglês. É preciso instalar a extensão para Chrome ou Mozilla para usá-la.

Encontre versões anteriores de um link
Em alguns casos, o link que se quer acessar pode não estar mais disponível ou seu conteúdo já ter sido alterado. Existe um site chamado "Wayback Machine", que permite buscar versões anteriores de um determinado link. Basta colar o link no campo do site e clicar em "browse history".

Imagem mostra site "wayback machine" e local onde estão botões para inserir o link e o botão "browse history"
O site "Wayback Machine" permite buscar versões anteriores de um determinado link, basta colar o endereço no campo da página inicial e clicar em "browse history". - Reprodução/Wayback Machine

Também vale ouvir o episódio do podcast Folha na Sala que debateu como professores podem lidar com o tema dentro da escola.

Projeto Comprova

O Comprova é uma coalizão de veículos jornalísticos que visa identificar, checar e combater rumores, manipulações e notícias falsas sobre políticas públicas. É possível sugerir checagens pelo WhatsApp da iniciativa, no número (11) 97795-0022.

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