Papel da ciência no mundo contemporâneo é tema de redação da Fuvest

No exame de português, questões se dividiram entre interpretação de texto e leituras obrigatórias

São Paulo

Neste domingo (5), candidatos que concorrem a vagas na USP (Universidade de São Paulo) fizeram a segunda fase da Fuvest, um dos vestibulares mais tradicionais do país. Foram aplicadas neste domingo prova de português e a redação, cujo tema foi o papel da ciência no mundo contemporâneo. 

O material de apoio para a redação incluiu uma música de Gilberto Gil, o texto "Usando a ciência para negar a ciência", de Alicia Kowaltowski, colunista do Nexo Jornal, e "O papel da ciência na sociedade", do físico Oscar Sala, segundo Fernando do Espiritu Santo, coordenador do cursinho Poliedro, que fez a prova. 

"A proposta da redação era discutir questões como a evolução da ciência em comparação com a forma como as pessoas se afastaram dela, por exemplo. Não foi um tema difícil, se considerarmos a realidade dos candidatos. Bastava atenção para não fugir do tema proposto", diz. 

Candidatos disputam 11.147 vagas na universidade em 2020
Candidatos disputam 11.147 vagas na universidade em 2020 - Zanone Fraissat/Folhapress

Já nas questões dissertativas de português, quatro das dez questões abordaram conteúdo das leituras obrigatórias. Para Santo, os candidatos que se dedicaram a estudar as obras da lista da Fuvest tiveram facilidade para responder às questões.

Os livros cobrados foram o romance "Mayombe", do escritor angolano Pepetela, "Angústia", de Graciliano Ramos, "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, "Quincas Borba", de Machado de Assis, e "A Relíquia", de Eça de Queirós.

Das seis outras questões, apenas uma era de gramática; as demais cobravam interpretação de texto. 

"A palavra-chave desta prova foi 'interpretação'. Essas questões chamaram atenção e representam metade da prova. Elas abordaram memes, uso político de notícias falsas, conceito de verdades e mentiras e também uma foto famosa da Guerra do Vietnã", diz Santo.

Na segunda (6), os candidatos farão as provas de disciplinas específicas, que variam de acordo com a carreira escolhida. 

A taxa de abstenção do primeiro dia da 2ª fase da Fuvest caiu em comparação com o vestibular 2019. Neste ano, 6,9% entre os 34.924 candidatos não fizeram a prova. No ano passado foram 7,7%. O local com maior taxa de abstenção foi São José dos Campos, com 10,9%.

​A primeira fase do vestibular, que aconteceu em novembro, teve uma prova tradicional, sem grandes novidades além de ter sido o primeiro ano em que o caderno de questões tinha imagens e gráficos coloridos. 

Na ocasião, 129 mil pessoas disputavam vagas na segunda etapa, sendo mais 12 mil treineiros.

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