Descrição de chapéu greve Governo Lula

Estudantes da Unifesp decidem seguir em greve mesmo após volta dos professores

Grupo diz não ser viável retornar às aulas sem a presença de servidores técnico-administrativos, ainda paralisados

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São Paulo

Estudantes do campus Diadema da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) resolveram seguir em greve, mesmo após os professores anunciarem seu retorno às salas de aula a partir desta semana. Após assembleia nesta segunda-feira (24), maioria dos votantes optou por prolongar a paralisação.

Os alunos dizem que a decisão dos docentes pelo encerramento da paralisação foi tomada sem considerar as opiniões deles, de maneira desrespeitosa e com precipitação no processo de decisão. Eles argumentam só ser possível voltar à universidade ao fim da greve dos servidores técnico-administrativos—que ainda não aceitaram proposta do governo—, responsáveis pelo manuseio de equipamentos em laboratórios.

Foto colorida mostra pessoas reunidas com um cartaz erguido
Estudantes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) protestam contra o presidente Lula (PT) em São Paulo - Marlene Bergamo - 25.mai.2024/Folhapress

"É importante salientar que o campus Diadema praticamente não teve aulas experimentais em laboratórios durante todo o semestre e que as unidades curriculares que dependem de aulas práticas só terminam quando as mesmas forem realizadas", afirma o diretório acadêmico da instituição. "Portanto, sem a volta dos servidores, não existe um retorno viável para um campus com tantos cursos que necessitam da experiência em laboratório."

A greve dos professores das universidades federais terminou neste domingo (23), após 69 dias. O Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) afirmou que, em assembleia, a maioria de suas instituições filiadas optou por acabar com a paralisação.

O argumento para encerrar a greve foi a "intransigência" do governo Lula (PT) quanto às negociações salariais. Para os docentes, Brasília não iria conceder o reajuste pedido para este ano e seguir sem aulas somente prejudicaria os estudantes.

Agora, o sindicato deve avisar sua deliberação ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e assinar um acordo, algo previsto para quarta-feira (26).

Também neste domingo, antes da decisão das universidades, professores e servidores técnico-administrativos de institutos federais já tinham resolvido encerrar a greve. A decisão foi anunciada pelo Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais na Educação Básica, Profissional e Tecnológica) após assembleia.

A classe aceitou a proposta do governo de reajuste salarial somente a partir de 2025. O número de institutos federais em greve era menor que o de universidades.

A greve de professores das universidades e institutos federais começou em 15 de abril. Eles pediam reajuste salarial e recomposição do orçamento dos centros de ensino.

Representados pelo Andes e pelo Sinasefe, os servidores reivindicavam aumento de 3,69% em agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio 2026. Brasília ofereceu 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

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