Websérie 'Diálogos Transformadores' aborda transparência na moda do país

Levantamento do Fashion Revolution mostra que setor está longe do ideal, apesar de avanço

Patricia Pamplona
São Paulo

O nível médio de transparência entre as principais marcas brasileiras e internacionais de destaque no Brasil é 17%, número que, apesar de baixo, não está longe do índice global em 21%. O resultado foi divulgado pelo Fashion Revolution Brasil no primeiro levantamento do tipo realizado em um único país.

O assunto foi o destaque do último episódio da websérie "Diálogos Transformadores", em 2018. O curta reúne os principais pontos da discussão realizada na Folha, em setembro, com o tema "Transparência: Um Valor para a Moda e para o Mundo".

Questões-chave, marcos e desafios e instrumentos de transformação para levar mais transparência para o setor, como o índice realizado pioneiramente no Brasil, são os principais assuntos abordados também no documento disponível em PDF, que complementa o minidocumentário.

"A transparência é uma estratégia importante que vai fazer essas mudanças acontecerem em escala e mais rapidamente. Vai dar condição de tomarmos decisões melhores. Ela traz mais responsabilidade, mais accountability para todos os elos da cadeia", afirmou Giuliana Ortega, diretora-executiva do Instituto C&A, que apresentou a edição.

A marca holandesa figura entre as 20 analisadas no Brasil pelo índice. Foi considerada a mais transparente em uma pesquisa em que oito não disponibilizaram as informações que permitem a avaliação e ficaram com pontuação zero.

Ainda assim, a média de transparência (17%) é um progresso de 38% em relação a 2017, quando quatro marcas brasileiras participaram da análise mundial.

"O grande objetivo do Índice de Transparência é que ele se torne uma ferramenta para diferentes atores", afirmou Eloisa Artuso no debate. O material reúne ainda as participações de Leonardo Marques, professor de sustentabilidade da UFRJ, Marcel Gomes, secretário da Repórter Brasil, Oded Grajew, presidente do conselho deliberativo da Oxfam Brasil, e Sérgio Andrade, fundador da Agenda Pública e integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

O empreendedor Pedro Ruffier, que criou uma marca de roupas com soluções para incentivar o comércio justo e sustentável, também colaborou com seu testemunho.

“Diálogos Transformadores - Transparência: Um Valor para a Moda e para o Mundo” foi apresentado pelo Instituto C&A

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