Organizações de apoio a microempresários movem R$ 500 mi por ano

Entidades impulsionam 4 milhões de empreendimentos no país

Organizações de apoio a microempreendedores movimentam R$ 500 milhões por ano - Léo Burgos/Folhapress
 
São Paulo

Organizações sem fins lucrativos, privadas e não formalizadas, organismos públicos, instituições de ensino técnico e superior, fundações, instituições do Sistema S e cooperativas formam um ecossistema de apoio a microempreendedores que movimenta R$ 500 milhões por ano no país.

Para impulsionar 4 milhões de empreendimentos, essas entidades oferecem mais conhecimento –58,2% das 619 mapeadas– do que acessoa a crédito –caso de 17,3% delas.

Os dados foram levantados pela pesquisa inédita Mapa do Apoio ao Microempreendedor Brasileiro, realizada pela Aliança Empreendedora, organização que integra a Rede Folha de Empreendedores Socioambientais, junto ao Bank of America Merrill Lynch.

O estudo está disponível na recém-lançada plataforma Empreender 360, criada para dar visibilidade a essa imensa quantidade de micro e pequenos empreendimentos.

Essas iniciativas são 98% das empresas no Brasil, segundo o Sebrae, mas não tinham a visibilidade necessária, segundo Lina Useche, diretora-executiva da Aliança Empreendedora.

"A iniciativa nasceu com objetivo de fortalecer o ecossistema que apoia os microempreendedres principalmente de comunidades de baixa renda", explica. "Temos um meio super rico, diverso, cheio de organizaçõas comprometidas, mas não existia reconhecimento ou eram invisiveis."

O intuito da plataforma é fornecer esse espaço em que o conhecimento possa ser disseminado. "A ideia é que seja um portal onde se compartilhe materiais, produtos de conhecimentos, mas não só conteúdo nosso", diz Lina.

O portal faz parte ainda de um projeto maior, de fortalecimento de todo esse ecossistema de apoio. "Se o ecossistema está fortalecido, os microempreendedores vão ter melhor e mais acesso a serviços e ofertas para fazer os seus negócios crescerem."

Para isso, o Empreender360 se baseia em três pilares: produção de conhecimento, com elaboração de pesquisas; disseminação, por meio do portal online; e ação e influência. Neste, a ideia é usar esses estudos para pautar políticas públicas e ajudar poder público a melhor implementar suas políticas.

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