Descrição de chapéu Coronavírus

Artistas fazem festival para apoiar ONGs e campanha pró-músicos sem renda

Chitãozinho e Xororó e Toni Garrido estão entre os nomes que se apresentarão no So+Mos e Associação Procure Saber lança apelo para ajudar músicos e técnicos desempregados

São Paulo

O artistas seguem se mobilizando na luta contra o coronavírus e para minimizar os efeitos da pandemia em comunidades carentes e também entre a classe.

Neste fim de semana, de sexta (10) ao domingo (12), cantores populares do sertanejo ao pop se unirão para promover o Festival So+Mos (projetosomosmusica.com.br).

Com três horas de show por dia, o festival online, iniciativa em parceria do Grupo Live e Agência Estalo, tem como objetivo arrecadar fundos para duas instituições: Cufa (Central Única das Favelas) e Gerando Falcões, que apoia e acelera o trabalho de outras organizações em periferias e favelas de todo o Brasil.

Artistas sertanejos como Chitãozinho e Xororó, Edson e Hudson, entre outros, de diversos gêneros, como Sambô, Make U Sweat, Raffa Torres, Isadora, Zeeba, Jakson Follmann e Toni Garrido, também se apresentarão no festival virtual.

As doações sugeridas ao público são de R$10 a R$ 50, ou quanto o espectador quiser doar. Um crowdfunding será aberto no Kickante para recolher as doações dentro das cotas sugeridas.

Um site do festival, que conta com apoio da Pepsi, também será criado para indicar o valor arrecadado e onde o dinheiro será investido.

Já a Associação Procure Saber, ainda busca patrocínio para uma live com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Nando Reis, entre outros, para criar um fundo destinado a profissionais da cadeia produtiva da música.

“Nossa preocupação é com os técnicos de som, carregadores, bilheteiros, e toda a cadeia da música que está sem trabalho", explica a produtora Paula Lavigne.

Segundo ela, o show atual do Caetano tem uma estrutura enxuta, com cerca de dez pessoas envolvidas, enquanto um de Zeca Pagodinho envolve 20 músicos, e mais toda a equipe técnica.

"Há todo um setor parado que precisa de auxílio para superar essa crise, que não sabemos quando vai terminar”, completa Paula.

Segundo a produtora, foram adiados dez shows de Caetano Veloso para setembro. "Mas quem garante que tudo estará normal até setembro? E quando a coisa voltar ao normal, quais serão as prioridades das pessoas? Será que vão querer ir a shows? É tudo incerto”, diz.

A Associação Procure Saber está arrecadando doações para comprar alimentos e produtos de limpeza para distribuir a músicos e técnicos que estão sem renda devido a pandemia.

"Músico não tem salário, vive de cachê. Se não tem show, não tem dinheiro. E quando tudo isso passar vai ser uma das últimas profissões a normalizar, pois envolve aglomeração de pessoas. Então, se puder, doe", disse o músico Pretinho da Serrinha, em vídeo da campanha nas redes sociais.

A clássica artística vem se mobilizando ao longo das últimas semanas em torno de várias iniciativas.

A apresentadora Xuxa Meneghel, por exemplo, destinou R$ 1 milhão para o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio da empresa Espaçolaser, da qual é sócia.

O coletivo 342 Artes, também liderado por Paula Lavigne e Caetano Veloso, lançou uma campanha de financiamento coletivo, com o objetivo de dar suporte a quatro instituições: Coletivos Papo Reto, Voz da Comunidade Rocinha Resiste e Redes da Maré.

“São instituições pelas quais a gente bota a mão no fogo, e sabemos que o recurso vai chegar lá. Essa curadoria é importante pois muita gente quer ajudar, mas não sabe como. As pessoas estão precisando de comida, água, gás”, disse Paula à Folha.

A vaquinha online recebeu o apoio de artistas como Anitta, Frejat, e as atrizes Glória Pires e Luisa Arraes, além do próprio Caetano Veloso, que postaram vídeos em suas redes sociais divulgando a campanha.

Como ajudar a Associação Procure Saber

Ajude depositando no Banco Bradesco / Agência 1852 / CC: 3647-1 / CNPJ: 19.951.079/0001-64 ou entregue doações diretamente no endereço rua Comandante Coelho, 964, casa 101, Vista Alegre (RJ).

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