Folha e Fundação Schwab suspendem premiação devido à pandemia

A 16ª edição do Prêmio Empreendedor Social é adiada pela impossibilidade de cumprir cronograma e fazer visitas em razão do isolamento social

São Paulo

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Folha e a Fundação Schwab decidiram suspender a 16a edição do Prêmio Empreendedor Social, ainda na fase de inscrições.

Os candidatos que enviaram seus formulários já foram devidamente notificados e estarão automaticamente registrados assim que o concurso for retomado, em data e condições ainda a serem definidas.

Diante da impossibilidade de cumprir o cronograma proposto no regulamento dos prêmios Empreendedor Social, Empreendedor Social de Futuro e Troféu Grão, o concurso está suspenso à luz do regulamento que reserva o direito de a comissão organizadora modificar processos e datas.

Etapas fundamentais de avaliação estão comprometidas em razão do isolamento social, entre elas as diligências em campo e a produção audiovisual. Além do fato de ONGs e negócios de impacto social, a exemplo do que ocorre em todos os setores, estarem em fase de adequação aos desafios deste novo momento.

Os impactos sanitários, econômicos e sociais da crise do coronavírus impedem, no curto prazo, avaliação de critérios como a sustentabilidade financeira e a escalabilidade das iniciativas.

A pandemia, no entanto, é oportunidade para mostrar a importância do trabalho de empreendedores sociais para minimizar os efeitos da Covid-19, especialmente entre as populações mais vulneráveis.

Também em resposta à crise do coronavírus, a Folha lançará um prêmio especial em 2020, o Empreendedor Social do Ano no Combate à Covid-19, premiação a ser realizada no segundo semestre.

“A pandemia lança desafios à toda a sociedade e também à Folha, que abre mais esse espaço para reverberar os esforços de empreendedores sociais para minimizar os efeitos da Covid-19 no Brasil”, afirma Sérgio Dávila, diretor de Redação, sobre a iniciativa pioneira em reconhecer lideranças emergentes nesta crise.

O objetivo é chancelar e dar visibilidade a líderes que inovam e ampliam a escala e o impacto de suas ações e serviços em meio à pandemia. O foco será o enfrentamento da desigualdade e da Covid-19, bem como as respostas às novas demandas de uma sociedade em transformação.

Em julho, serão anunciados o regulamento e o cronograma do concurso especial em substituição ao prêmio regular realizado desde 2005.

O Prêmio Empreendedor Social é patrocinado pela Cervejaria Ambev e pela Coca-Cola Brasil. Conta com apoio do Instituto Porto Seguro e com a parceria estratégica de British Council, ESPM, Faap, FDC, FGV e UOL. ​

Nesta sexta-feira (1o), líderes do movimento global Catalyst 2030 e do Movimento Bem Maior, iniciativa nacional de filantropia, são os convidados do Empreendedor Social para o Ao Vivo em Casa, série de lives da Folha. A transmissão será às 17h.

Vera Cordeiro (Saúde Criança), Gisela Solymos (Centro de Recuperação e Educação Nutricional) e Rodrigo Baggio (Recode) são três dos representantes do Brasil na coalizão de inovadores sociais que busca por meio de parcerias e colaboração atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Neste momento de emergência sanitária, econômica e social, o movimento está lançando globalmente a campanha Catalysing Change (Catalisando Mudanca, em tradução livre) para dar visibilidade a ações de impacto rápido em segurança alimentar, saúde, educação, higiene.

A campanha aglutinou líderes das mais importantes redes internacionais de empreendedorismo social, entre elas a Fundação Schwab, parceira da Folha na realização do Prêmio Empreendedor Social no Brasil, a Ashoka e a Skoll Foundation.

O Ao Vivo em Casa, que fará parte de uma série de lives realizadas ao redor do mundo, contará ainda com a participação de Carola Matarazzo, presidente do Movimento Bem Maior.

Na transmissão, os participantes vão falar sobre o momento histórico para o terceiro setor e a filantropia brasileira, com um volume recorde de mais de R$ 3,4 bilhões em doações e investimento social privado destinado a socorrer os mais vulneráveis e a fortalecer o SUS na pandemia.

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