Estudo ajuda empresas e organizações a comunicar causas na pandemia

"E Agora? Como É Que Eu Comunico?" contextualiza o impacto da Covid-19 nas empresas e o novo comportamento consumidor

São Paulo

A Social Docs, primeira empresa de conteúdo e storytelling do país focada em contar histórias de transformação e impacto social, lança um estudo que contextualiza o impacto da pandemia na gestão de comunicação e marketing das organizações e projeta um cenário futuro a partir do atual comportamento do consumidor e dos doadores.

Interessados podem conferir o estudo a partir de 9h desta quarta-feira (15) pelo site.

"E Agora? Como É Que Eu Comunico?" foi baseado em diferentes metodologias de pesquisa, incluindo entrevistas com nomes que são referência no Brasil e no exterior, como Daniela Cachich, vice-presidente de Marketing da Pepsico; Sergio Giorgetti, vice-presidente de Marketing da Visa do Brasil; Marcelo Estraviz, especialista em captação de recursos para o setor social; e Angie Brooker, COO da DTV Group, de Londres.

Os fundadores da Social Docs, Henry Grazinoli e Marcelo Douek
Os fundadores da Social Docs, Henry Grazinoli e Marcelo Douek - Divulgação

A pandemia escancarou a desigualdade social no mundo, e as deficiências e dificuldades dos mais diversos setores. Isso atingiu a relação das pessoas com as empresas, que viram seus produtos e áreas de atuação perderem o sentido.

O mapeamento de 2019, antes do coronavírus, analisou mais de 1.800 marcas em 31 países, e trouxe resultados inesperados, como o de que a maioria das pessoas não se importariam se 77% das marcas desaparecessem. Diante disso, segundo os realizadores do estudo, o momento exige uma mudança de cultura, comportamento e comunicação das empresas.

“Pela lente do storytelling, arriscamos dizer que este é um momento de turning point, um ponto de virada. Numa história podem existir alguns pontos de virada. Um deles, importantíssimo, é o do primeiro para o segundo ato da narrativa: o momento no qual um personagem sai de sua zona de conforto, de sua ‘vida normal’, para viver uma jornada num mundo desconhecido”, explicam Henry Gazinoli e Marcelo Douek, sócios da Social Docs e líderes do estudo.

“É aqui que estamos, todos nós. E quem não compreender este momento pode ficar pra trás. Estamos numa jornada que nos oferece valiosíssimas pistas sobre o que fazer para comunicar e trabalhar melhor, seguindo firmes rumo às transformações sociais em que acreditamos. Estamos todos juntos.”

O fato é que as empresas precisam se tornar relevantes em suas comunidades, e estarem alinhadas aos interesses de seus públicos.

É impossível não trazer o assunto coronavírus em sua comunicação, e o desafio é descobrir como inserir essa realidade seguinte ao fluxo dos propósitos e projetos. Se já existia um movimento para que empresas gerassem impactos positivos, a pandemia trouxe senso de urgência.

Se apoiando nesses fatores, o estudo traz alguns caminhos para que as empresas finalmente incorporem esses aspectos de relacionamento e comunicação em sua cultura, construindo boa reputação e colaborando para a sobrevivência de todos, inclusive dela mesma.

A abordagem, contudo, é delicada, afirmam os líderes do estudo. “Como estabelecer essas mudanças e comunicá-las de maneira genuína, sem que sejam associadas ao oportunismo?”, questionam.

Para ajudar nessa questão, o estudo aborda um outro lado dessa história, trazido pela pandemia: as empresas têm muito a aprender com o setor social para seguir rumo às transformações necessárias.

As organizações sociais, já inseridas na comunidade, trazem mudanças e provocam melhorias. O terceiro setor consegue ir onde muitas pessoas e empresas não alcançam. Deste modo, a sua parceria com o privado favorece uma relação onde um traz financiamento e suporte e o outro catalisa melhorias.

Demais assuntos de relevância às empresas e OSCs no estudo são a necessidade do diálogo; o papel das ferramentas digitais na comunicação; a coerência entre o discurso e as atitudes, que nunca foi tão necessária; o crescimento da contação de histórias humanas, que geram empatia e são a chave para abrir portas; e outros.

Colaboraram com o estudo Daniela Cachich, VP de Marketing da Pepsico; Sergio Giorgetti, VP de Marketing da Visa do Brasil; Marcelo Estraviz, especialista em captação de recursos para o setor social;Cris Oestreicher, da ACORDE/ ONG Casa Zezinho; Rodrigo Alvarez, Consultor MOBILIZA; Carlos Nunes de Oliveira, do Instituto Reciclar; Laura Leal, do Alana; Marcelo Iñarra, consultor internacional de captação de recursos; Emygdio Neto, empreendedor; João Paulo Vergueiro, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), Viviane Mansi, da Fundação Toyota do Brasil; Angie Brooker, COO da DTV Group de Londres, especialista em campanhas de DRTV; Daniel Teixeira, diretor do CEERT.

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